A Rosa e a falta de clamor popular

Com a derrota na eleição de 2020, creditava-se a Rosalba Ciarlini (PP) a liderança da oposição mossoroense. Depois de ser tragada pela população do estado e em seu próprio território de origem, restava a Rosa, longe do Palácio da Resistência, exercer uma função que não estava habituada. Mesmo perdendo a corrida, seu capital político-eleitoral foi…

Com a derrota na eleição de 2020, creditava-se a Rosalba Ciarlini (PP) a liderança da oposição mossoroense. Depois de ser tragada pela população do estado e em seu próprio território de origem, restava a Rosa, longe do Palácio da Resistência, exercer uma função que não estava habituada.

Mesmo perdendo a corrida, seu capital político-eleitoral foi da ordem de dois quintos dos votos, 42,96%, e seu adversário Allyson Bezerra (SDD) venceu por uma pluralidade de votos, 47,52%, não tendo conseguido maioria absoluta.

Cantada em prosa e verso nas letras de “Viva Todas as Rosas”, jingle que por anos embalou sua militância xiita, salta aos olhos a rápida degradação do rosalbismo, passados 2 anos daquela derrota. O que aconteceu com a capacidade política da Rosa, que por quase 3 décadas foi denominada de ‘inderrotável’?

Rosalba se esvaiu na oposição, não tendo neste pleito nem ao menos conseguido se candidatar à uma vaga na Assembleia Legislativa, plano almejado desde o ano passado. O único mandato do grupo, do seu sobrinho-afim Beto Rosado (PP), foi perdido sem nem ao menos o partido, Progressistas, turbinado de recursos do orçamento secreto, ter atingido o quociente eleitoral. Na disputa à vaga de deputado estadual em Mossoró, os candidatos apoiados pelo clã, Jorge do Rosário (AVAN) e Anax Vale (UNIÃO), juntos não somaram 10% dos votos.

Nem nas críticas feitas ao governo de Allyson há rastro de saudade da ex-prefeita que até 2020 comandava o executivo municipal. Seu nome não figura como opção à Prefeitura para 2024. O tão esperado clamor popular pela volta da Rosa que os rosalbistas esperavam sequer surgiu durante esses 2 anos.

O rosalbismo vai se tornando apenas um grupo de apoio, dentre outros, na política paroquial. Mas com uma diferença dos demais, um apoio pesado, que para onde for em 2024 pode ser prejudicial a um palanque majoritário.


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