Agentes da segurança pública se dividem sobre atos do 8 de janeiro

Recente pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) revelou que 4 em cada 10 agentes de segurança pública concordam total ou parcialmente com a legitimidade da pauta defendida pelos invasores das sedes dos três Poderes. São números expressivos que mostram, contudo, que há também uma divisão de opinião dentro das forças policiais. A difusão…

Recente pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) revelou que 4 em cada 10 agentes de segurança pública concordam total ou parcialmente com a legitimidade da pauta defendida pelos invasores das sedes dos três Poderes.

São números expressivos que mostram, contudo, que há também uma divisão de opinião dentro das forças policiais.

A difusão de valores extremistas entre policiais, aliada ao aumento do armamento da população não é uma boa receita num país já violento e politicamente conflagrado como o nosso.

Nesta semana, o ministro da Justiça Flávio Dino anunciou quedará seguimento à necessária reforma da base curricular das escolas militares. Mas os resultados desta ação são de longo prazo.

O que diz a pesquisa

A pesquisa consultou servidores das polícias civil, militar, científica e federal, de guardas municipais e do corpo de bombeiros de todo o país, perguntando se a depredação de prédios públicos promovida por extremistas é considerada condenável, mas com motivação legítima. A adesão total à afirmação foi de 19,4% dos entrevistados, e parcial de 20,5%.

No entanto, a pesquisa do FBSP também aponta que a maioria dos agentes de segurança concorda que os policiais que facilitaram a ação dos extremistas devem ser punidos. Dos entrevistados, 62,1% concordam total ou parcialmente com essa punição, enquanto 17,3% discordam totalmente. Além disso, mais de 70% dos entrevistados veem falhas de planejamento e comando na ação dos policiais.

O estudo também destaca que 55,7% dos entrevistados acreditam que houve omissão no policiamento e que 58,9% consideram que a conduta dos policiais designados para as linhas de proteção dos prédios foi inadequada e sem o devido rigor para conter distúrbios. Além disso, 61,7% dos entrevistados pensam que o comando do Exército demorou para colaborar com a dissolução do acampamento montado na frente do Quartel-General de Brasília.


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