Arilton Freres, do Instituto Opinião, avalia melhora na avaliação do Congresso

Uma pesquisa recente realizada pelo Instituto Opinião e encomendada pelo Congresso em Foco revelou uma melhora significativa na avaliação popular sobre o desempenho do Congresso Nacional, em comparação com os resultados do ano anterior. Segundo o sociólogo Arilton Freres, diretor do Instituto Opinião, a resposta positiva do Congresso pode ser atribuída à forma como a…

Uma pesquisa recente realizada pelo Instituto Opinião e encomendada pelo Congresso em Foco revelou uma melhora significativa na avaliação popular sobre o desempenho do Congresso Nacional, em comparação com os resultados do ano anterior.

Segundo o sociólogo Arilton Freres, diretor do Instituto Opinião, a resposta positiva do Congresso pode ser atribuída à forma como a instituição lidou com os eventos golpistas de 8 de janeiro, bem como à diminuição das tensões políticas em relação ao ano anterior.

Freres ressaltou que, apesar das críticas ao fisiologismo partidário e ao “toma-lá-dá-cá”, tanto a Câmara quanto o Senado têm cumprido seus papéis institucionais. Ele destacou que ambas as casas legislativas desempenharam um papel fundamental na superação dos atos antidemocráticos e têm abordado questões cruciais para a recuperação econômica do país.

Os dados da pesquisa realizada pelo Opinião, obtidos através de entrevistas telefônicas com 2 mil eleitores em todo o país entre os dias 16 e 19 de agosto, destacaram mudanças notáveis nas opiniões sobre o trabalho dos parlamentares.

O índice de entrevistados que avaliam como “ótimo” ou “bom” o desempenho dos deputados atingiu 27,1%, enquanto praticamente o mesmo percentual (27,4%) foi registrado para os senadores. A pesquisa anterior, realizada pelo mesmo instituto há 11 meses, demonstrou uma aprovação de apenas 16% para deputados e 15% para senadores.

Uma redução notável na avaliação negativa também foi observada. A porcentagem daqueles que consideram o trabalho da Câmara como “ruim” ou “péssimo” caiu de 33% para 29%. No caso do Senado, a queda foi ainda mais acentuada, passando de 37% para 28%.

O estudo também destacou a renovação no Congresso. Na Câmara dos Deputados, a eleição passada resultou em uma renovação de 39,38% de seus membros, um dos índices mais baixos desde a redemocratização. Por outro lado, a taxa de renovação no Senado foi superior a 80% entre as 27 cadeiras em disputa.

A pesquisa foi conduzida por Arilton Freres, o sociólogo, e Claudio Rui dos Santos, o estatístico, ambos responsáveis pelo Instituto Opinião.


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