Barateamento de carros populares tem prós e contras

O governo federal anunciou um novo plano para reduzir impostos dos carros mais baratos do Brasil. De acordo com o vice-presidente Geraldo Alckmin (também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), os carros com preços de até R$ 120 mil podem ficar de 1,5% a 10,79% mais baratos com novas medida.

A redução será feita por meio de ajustes no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e no PIS/Cofins usando como base três critérios: questão social (quanto menor e mais barato for o veículo, maior será a redução), eficiência energética ( quanto mais econômicos e menos poluentes, maior será a redução) e densidade industrial (quanto maior o índice de peças nacionais, maior será a redução). A medida abrangerá 33 modelos de 11 marcas diferentes.

Com duração prevista de quatro meses, o governo estima que serão investidos R$ 500 milhões. Já outro grupo de analistas dizem que o programa pode fazer com que os cofres públicos deixem de arrecadar entre 1 e 2 bilhões de reais.

Para se ter uma ideia do que isso representa, nos 4 primeiros meses de 2023, todos os recursos aplicados pelo DNIT nas estradas brasileiras não chegou a R$ 4 bilhões.

Há um grande demanda por carros mais baratos, sobretudo após escalada dos preços nos últimos anos. Contudo, a infraestruura das cidades já não comporta a atual frota de veículos do país. Sem ações integradas de infraestrutura, facilitar o acesso a carros particulares poderá ser apenas uma forma de garantir a alguns mais conforto enquanto passam horas nos congestionamentos.