Brasil tem resultados abaixo da média em avaliação de alfabetização

Estudo internacional de 2021 mostrou que 38,4% dos alunos brasileiros não alcançaram o patamar básico de leitura; MEC reconhece desafios e afirma que tem trabalhado em políticas para melhorar a alfabetização Uma nova avaliação internacional de alfabetização mostrou que o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer para melhorar os resultados de seus alunos.…

Estudo internacional de 2021 mostrou que 38,4% dos alunos brasileiros não alcançaram o patamar básico de leitura; MEC reconhece desafios e afirma que tem trabalhado em políticas para melhorar a alfabetização

Uma nova avaliação internacional de alfabetização mostrou que o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer para melhorar os resultados de seus alunos.

A última edição do Progress in International Reading Literacy Study (Pirls), realizada em 2021, mostrou que o Brasil teve média de 419 pontos (entre zero e mil), pouco acima da pontuação mais baixa da escala. Assim, ficou atrás de Usbequistão e Azerbaijão e estatisticamente empatado com Irã, Kosovo e Omã.

A avaliação mede as habilidades de leitura dos estudantes, analisando se são capazes de localizar informações, interpretar, articular ideias e analisar de forma crítica o conteúdo do texto. Foi a primeira vez que o Brasil participou dessa avaliação organizada pela IEA (International Association for the Evaluation of Educational Achievement), cooperativa internacional de instituições de pesquisa, acadêmicos e analistas.

A edição de 2021 enfrentou alguns desafios logísticos de aplicação, por causa da pandemia. Alguns países, como os Estados Unidos, não aplicaram o exame no 4º ano escolar, mas no 5º. Outras nações, como o Japão, não participaram da avaliação, que é viabilizada por adesão dos governos locais. Já o Canadá fez aplicações por províncias, como Quebec.

Enquanto 38,4% dos alunos brasileiros não chegaram sequer ao patamar básico da escala (400 pontos), apenas 2,1% alcançaram notas compatíveis com o avançado (acima de 625). “Alunos que não chegam nessa pontuação mínima muito provavelmente não estão alfabetizados, o que deve fazer a gente refletir”, observa Ernesto.

Em nota, o Ministério da Educação (MEC) reconhece o “cenário desafiador” e afirma que tem “trabalhado nos últimos meses em políticas voltadas à educação básica e à formação de docentes alfabetizadores em vários eixos”. Um deles é o Criança Alfabetizada, em colaboração com Estados e municípios, que terá investimento de R$ 1 bilhão em 2023 e mais R$ 2 bilhões nos próximos três anos. Segundo o MEC, o programa já recebeu adesão de 5.390 cidades brasileiras, o que representa 96,8% do total.

Os resultados do Pirls 2021 mostram que o Brasil ainda precisa de um grande esforço para melhorar seus índices de alfabetização, mesmo após décadas da universalização do ensino básico.

O grande entrave é que políticas educacionais custam caro e exigem tempo para dar resultados. Difícil enquadrá-las no calendário eleitoral


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