Cada vez mais perto o retorno da Petrobras ao RN; governadora anunciou licença para Pitu até a próxima sexta-feira

Em reunião com o Governo do Estado, Ibama afirmou que licenciamento da exploração do campo Pitu, no RN, sairá. Investimentos da Petrobras na área podem chegar a R$ 15 bilhões nos próximos 5 anos.

Em audiência realizada ontem (26), a governadora Fátima Bezerra e o presidente do IBAMA, Rodrigo Mendonça, discutiram o processo da licença de operação para perfuração de dois poços, denominados Pitu Oeste e Anhangá, ambos no campo Pitu.

A governador Fátima Bezerra assegurou que “o parecer técnico e a minuta da licença do processo de licenciamento avançou e até sexta-feira deverá sair através do IBAMA. É uma nova fronteira que se abre para o Rio Grande do Norte na retomada do Petróleo e Gás. É um novo ciclo que proporcionará mais geração de emprego e renda. Estamos muito confiantes que o licenciamento virá o mais rápido possível”.

O campo Pitu

O campo Pitu é uma área de exploração de petróleo e gás natural localizada na Bacia Potiguar, no litoral potiguar. A área foi descoberta em 2013, com a perfuração do poço 3-BRSA-1317-RNS, e confirmada em 2015, com a perfuração do poço 3-BRSA-1317-RNS-2.

Pitu está localizado a cerca de 60 km da costa de Areia Branca, com profundidade de água de 1.844 metros, e profundidade final de 4.200 metros. A área tem uma extensão de cerca de 1.000 quilômetros quadrados e sua reserva é estimada em 1,2 bilhão de barris de óleo equivalente (boe).

Petrobras deverá trazer ao RN a sonda NS 42

Com a liberação para o início das exploração em Pitu, a Petrobras deverá deslocar para o RN a sonda NS 42, que atualmente realiza operações pontuais na Bacia de Campos, Rio de Janeiro.

Esta é a sonda que havia sido designada para a exploração da margem equatorial amazônica e ficou sem uso devido ao impasse na emissão da licença pelo Ibama. A NS 42 é uma sonda de perfuração semissubmersível, com capacidade de perfurar até 12.000 metros de profundidade.

Perspectivas promissoras

Os investimentos de aproximadamente R$ 15 bilhões, previstos para os próximos 5 anos para o desenvolvimento do campo Pitu, marcarão a retomada das ações da maior empresa brasileira no Rio Grande do Norte.


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