Coronel Hélio acusa Lula de envolvimento em plano para assassinar Sérgio Moro e Geraldo Alckmin

Durante a manifestação de 1º de maio organizada por grupos bolsonaristas do RN, no Largo do Atheneu, o líder do movimento, Coronel Hélio, acusou Lula e o Partido dos Trabalhadores de envolvimento no plano do PCC para assassinar Sérgio Moro. Ainda, o coronel disse que o objetivo da “organização criminosa” era também assassinar o vice-presidente Geraldo Alckimin.

“Uma formação de quadrilha para mandar matar o senador Sérgio Moro, junto com o vice-presidente da República. Desmascarado pela Polícia Federal e pelo Ministério Federal, onde, ao final, ele [Lula] declarou que era tudo armação de Lula”, declarou ao Blog do Girotto.

Hélio prosseguiu, afirmando que “foi um conluio da quadrilha do PT, comandada pelo presidente, junto com as facções criminosas, pra matar um senador da República e o vice-presidente”.

Entenda o caso

A Polícia Federal desmantelou um plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) para matar o senador Sérgio Moro (UB-PR). A investigações revelaram que o PCC investiu US$ 550 mil (R$ 2,9 milhões) no plano de atentado contra o senador. O dinheiro foi usado para montar uma estrutura na região metropolitana de Curitiba, que envolvia chácaras, veículos blindados e armas. A facção começou a colocar o plano em prática entre julho e outubro de 2022, antes das eleições.

Os criminosos fizeram o levantamento de endereços ligados à família do ex-juiz . A filha do senador seria o plano B do PCC. Caso não fosse possível sequestrar ou matar o ex-juiz, o grupo tentaria sequestrar a filha dele . A PM fazia escolta de Moro havia um mês. Após ser informada extraoficialmente sobre o plano do PCC, a Secretaria da Segurança Pública do Paraná solicitou que a PM fizesse a proteção armada da família do senador.

O objetivo seria uma retaliação para dizer ‘não mexam conosco’, mandando o recado de que haveria um preço a pagar por enfrentar os interesses da facção. O promotor Lincoln Gakiya também era alvo do ataque. Não há qualquer indício de que o plano envolvesse também o vice-presidente Geraldo Alckmin.

Também não foram revelados pelas investigações quaisquer indício de envolvimento de membros do Partido dos Trabalhadores nas ações criminosas.