CORREÇÃO: Entenda a real situação da liberação da exploração do campo Pitu no RN

A licença operacional para o início da exploração do campo Pitu, na margem continental do RN, ainda não foi emitida. O processo avançou com a realização de uma Avaliação Pré-Operacional, que resultou na aprovação de dois pré-requisitos para a licença prévia.

A Petrobras realizou nesta semana uma Avaliação Pré-Operacional que é exigência para a emissão da licença de operação que permitirá à estatal explorar o campo Pitu, localizadas em águas profundas no litoral do Rio Grande do Norte. É um importante passo para o início das atividades, mas – diferente daquilo que publicamos aqui – não representa ainda a autorização para o início das perfurações de poços.

O que é a Avaliação Pré-Operacional

A Avaliação Pré-Operacional realizada pela Petrobras nesta semana visou à simulação de dois planos que a empresa forneceu para o Ibama e que são exigidos para a emissão final da licença.

A operação ocorreu no campo de Fortim, na Bacia Potiguar. Fortim está localizado a cerca de 100 quilômetros da costa, a uma profundidade de cerca de 2.000 metros. O campo foi descoberto em 2006 e começou a produzir petróleo em 2009, produzindo atualmente cerca de 30 mil barris de petróleo diários.

Na simulação, foram avaliados os planos de Resposta à Emergência e de Proteção de Fauna. Com a aprovação destes planos, o processo de licenciamento dá um importante passo.

Entenda a atual situação do campo Pitu

Com a aprovação dos planos de Resposta à Emergência e de Proteção de Fauna, o licenciamento segue agora para as próximas etapas e poderá levar de semanas a meses para ser concluído, segundo estimativas de consultores da área.

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, anunciou que a intenção da empresa é iniciar as perfurações na costa potiguar caso o licenciamento das operações no local ocorra antes da liberação da exploração da margem equatorial no Amapá.

A sonda NS 42, que estava na costa do Amapá, foi transportada para a Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, e até o momento permanece lá, aguardando novas definições do Ibama.

A NS 42 é uma sonda de perfuração semi-submersível, com capacidade de perfurar até 12.000 metros de profundidade. A Petrobras retirou a sonda do Amapá em junho de 2023, após o Ibama negar o licenciamento ambiental para a perfuração do bloco FZA-M-59, no qual a sonda estava localizada. A sonda foi então levada para a Bacia de Campos, onde tem sido usada em atividades pontuais da Petrobras.

A chegada da NS 42 aos mares potiguares será um evento de grande importância no projeto de retomada da Petrobras em nosso estado. Acompanharemos o decurso do processo de licenciamento e voltaremos com novas informações. E aproveitamos para nos desculpar pelas graves imprecisões de nossa matéria anterior.


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