CPI do MST termina hoje com zero avanços e muitos retrocessos

Relatada pelo ex-ministro das porteiras abertas, Ricardo Salles (PL-SP), a CPI do MST buscou avançar na criminalização dos movimentos sociais.

O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) trouxe poucas novidades e muitos embustes.

O relator da comissão, o deputado Ricardo Salles (PL-SP), propôs o indiciamento de 11 pessoas, destacando-se entre elas o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Gonçalves Dias, e o líder da Frente de Luta Campo e Cidade, José Rainha.

Ricardo Salles é aquele mesmo, o ex-ministro do Meio Ambiente que defendeu abrir as porteiras para a desregulamentação irresponsável das políticas de proteção ambiental no Brasil.

Salles referiu-se aos membros de movimentos sociais como “facções”, alegando que esses grupos têm cometido atos contra produtores rurais e contra os “próprios integrantes” das organizações. Em seu documento, o relator afirmou: “As informações disponíveis comprovam que não há, ao menos nesse momento, necessidade de se aumentar as áreas destinadas à reforma agrária, mas, sim, premência de ajustar e viabilizar, pela ótica da eficiência, da meritocracia e da produtividade, os milhares de assentamentos já existentes.”

No inituito de avançar com a criminalização dos movimentos por reforma agrária, Salles também propõe vetar a participação de militantes nos programas públicos de reforma agrária.

A CPI do MST chega ao fim de forma patética. Sem avançar em qualquer revelação e requentando o velho e decadente ranço bolsonarista.


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