CPMI dos atos golpistas solicita reconsideração ao STF para obter documentos de ex-diretor da PRF

A solicitação visa obter os documentos referentes à quebra de sigilo de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que encontra-se detido desde o dia 9 de agosto.

Em um movimento crucial para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Golpistas, seu presidente, o deputado Arthur Maia (União-BA), encaminhou um pedido ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). A solicitação visa obter os documentos referentes à quebra de sigilo de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que encontra-se detido desde o dia 9 de agosto.

A entrega do pedido ocorreu na quinta-feira, 5 de outubro, e vem em um momento decisivo para a CPMI, já que o relatório da senadora Eliziane Gama (PSD-MA) está previsto para votação em 17 de outubro. A urgência da comissão em acessar os dados de Vasques, que englobam informações bancárias, telefônicas, telemáticas e fiscais, é uma etapa fundamental para a elaboração desse relatório final.

A iniciativa de Maia busca reverter uma decisão monocrática de Nunes Marques tomada na terça-feira, dia 3 de outubro. O ministro do STF havia negado o acesso aos documentos sob a alegação de falta de embasamento por parte dos parlamentares requerentes, Rogério Correia (PT-MG) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ), quanto à necessidade da quebra de sigilo.

A relevância de Silvinei Vasques para a investigação é inquestionável. Ele desempenhava funções em alto escalão dentro da PRF e sua detenção está vinculada à suposta interferência nas eleições presidenciais de 2022, no segundo turno. Seu papel estratégico na CPMI destaca a importância de um maior esclarecimento sobre suas ações, o que torna essencial o acesso aos documentos em questão.


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