Cristina Kirchner conta com foro privilegiado para não cumprir sentença

Na Argentina, o lavajatismo não acabou. Condenada por administração fraudulenta durante os anos de 2003 a 2015, desde a gestão de seu falecido marido, Cristina Kirchner se sustenta no foro privilegiado dos cargos de vice-presidenta e líder do Senado para não cumprir a sentença de 6 anos. Kirchner pode ainda se reeleger no próximo ano…

Na Argentina, o lavajatismo não acabou. Condenada por administração fraudulenta durante os anos de 2003 a 2015, desde a gestão de seu falecido marido, Cristina Kirchner se sustenta no foro privilegiado dos cargos de vice-presidenta e líder do Senado para não cumprir a sentença de 6 anos. Kirchner pode ainda se reeleger no próximo ano e escapar, mais uma vez, da condenação, embora, publicamente, alegue que não vai se candidatar.

Além do foro privilegiado, a entrada de recursos deve levar a decisão para julgamento na Câmara de Cassação e para a Corte Suprema, custando mais alguns anos até que a pena seja aplicada.

A sua empreitada da é apoiada por uma base que protestava no momento em que a sentença foi anunciada, do lado de fora do tribunal. Em sua defesa, Kirchner alega que é vítima de perseguição política e se comparou com Lula, afirmando que o juiz estava sendo parcial nas decisões.

As acusações se tratam do favorecimento de um sócio e de funcionários em obras rodoviárias nas quais foram gastos milhões, além da criação de uma empresa do casal, Kirchner, em nome da qual seu marido ficou responsável pela maior parte das obras.

Mas vale destacar que os indícios de golpe judicial são muito mais intensos do que aqui. Aqui, tudo que tivemos foi umas mensagens de Whatsapp… na Argentina, Cristina denuncia encontros presenciais de juízes com magnatas de variados ramos, em especial a comunicação (o jornal Clarín é um pesado crítico do kirchnerismo). Diga-se de passagem, a resposta que a vice-presidente tem dado lá deveria ensinar à esquerda brasileira, que, sem margem de ação pela adesão ao precário liberalismo tupiniquim, teve que aceitar um golpe atrás do outro sem reclamar…


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