De Eduardo Bolsonaro a Lula, a estética do valentão veio para ficar na política brasileira

Esta semana foi repleta de exemplos de que a política brasileira está cada vez mais parecida com os novelões das 8h de antigamente.

Não é de hoje nosso gosto por tramas rocambolescas e mal amarradas, mas os atores costumavam estar em estúdios. Hoje entram em nossos lares pela TV e pela internet partir das coletivas de imprensa e dos espaços parlamentares.

Eduardo Bolsonaro, o machão

Durante uma sessão da Comissão de Trabalho na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (19), o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ameaçou o deputado Dionilson Marcon (PT-RS). O motivo da discussão foi a afirmação do petista de que a facada tomada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em 2018 teria sido forjada.

Segundo relatos, o deputado Eduardo Bolsonaro teria se exaltado e ameaçado o colega deputado, dizendo: “Está achando que está na internet? Te enfio a mão na cara e perco meu mandato”. O filho do ex-presidente foi contido por seguranças e outros deputados presentes na sessão.

As declarações de Marcon sobre a facada recebida por Jair Bolsonaro em 2018 têm sido alvo de polêmica desde então. No entanto, as investigações oficiais apontam para um ataque real. A negação do ataque a Bolsonaro em 2018 é mais uma das muitas provas de que o gosto pelas fakenews não tem partido, é de todos nós.

Lula John Wayne da Silva

Já Lula fez mais uma de suas declarações em tom de brincadeira, também ontem, afirmando que daria um murro no empresário Thiago Brennand, que foi preso na segunda-feira (17) nos Emirados Árabes. O país do Oriente Médio autorizou a extradição do empresário para o Brasil no sábado (15), mesma data em que Lula chegou à Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes.

Brennand é acusado de violentar mulheres e há provas robustas contra ele.

Durante uma coletiva de imprensa, Lula disse: “Os Emirados Árabes liberaram o tal do Brennand, aquele que bate em mulher, e a Polícia Federal está indo buscá-lo nesta semana para prendê-lo aqui no Brasil. Eu estive nos Emirados esta semana, se eu soubesse, tinha ido nele no murro aqui. Achei que ele era mais forte que eu. É melhor a Polícia Federal cuidar disso”.