Desenrola Brasil começa hoje e pode beneficiar até 70 milhões de pessoas; saiba como participar

O programa Desenrola Brasil, que tem como objetivo ajudar pessoas físicas a renegociar suas dívidas, começa hoje (17). O projeto pode beneficiar até 70 milhões de pessoas que estão com o nome sujo em serviços de proteção ao crédito, os negativados. Previsto para começar em setembro, foi antecipado pelo governo federal e começará atendendo ao…

O programa Desenrola Brasil, que tem como objetivo ajudar pessoas físicas a renegociar suas dívidas, começa hoje (17). O projeto pode beneficiar até 70 milhões de pessoas que estão com o nome sujo em serviços de proteção ao crédito, os negativados.

Previsto para começar em setembro, foi antecipado pelo governo federal e começará atendendo ao público da “Faixa II”, que inclui os devedores com renda de até R$ 20 mil. Na atual fase, o programa também prevê que os bancos aderentes retirem da lista de negativados os nomes de devedores pessoa física com pendências de até R$ 100.

Um dos principais entraves, hoje, é que para participar do processo de desnegativação, os beneficiados precisam ter contas nos bancos que aderirem ao Desenrola. Bradesco, Itaú, Santander, Banco do Brasil e Caixa confirmaram a participação no programa, até o momento. Essas instituições representam a parcela mais expressiva do segmento pessoa física no Brasil.

O programa Desenrola Brasil oferece uma oportunidade para você limpar seu nome e voltar a ter acesso ao crédito, ao renegociar suas dívidas em condições mais favoráveis, como prazos de pagamento maiores e juros menores. Mas você deve – ainda assim – fazer uma pesquisa e avaliar as vantagens da adesão, em seu caso particular. O perfil das dívidas incluídas no programa abrange aquelas que já são possível renegociar por meio de outros programas, como o do próprio SERASA.

Consulte a situação real de sua dívida e se há outras alternativas mais vantajosas de renegociações. Também esteja ciente que a adesão a esse ou a qualquer outro processo de renegociação implica em novo contrato de dívida, mais difícil de renegociar futuramente. Portanto, o ideal é que faça sua adesão seguro de que poderá arcar com o acordo até o fim.

Regras das fases I e II

Primeira fase (lançada hoje):

  • Pessoas com renda mensal igual ou inferior a R$ 20 mil – Faixa II;
  • Dívidas bancárias;
  • Dívidas podem ser pagas em até 12 parcelas.

Segunda fase (lançamento ainda sem data confirmada):

  • Pessoas com renda mensal de até dois salários mínimos (R$ 2.640) – Faixa I;
  • Pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico);
  • Dívidas de até R$ 5 mil, incluindo passivos com setor de serviços, como contas de luz e dívidas com varejo.

Como participar do programa?

Primeira fase: Para renegociar suas dívidas, os devedores precisarão entrar em contato diretamente com os bancos, seja presencialmente ou por canais da própria instituição. O aplicativo do programa ainda não poderá ser utilizado para negociações.

Segunda fase: Para participar dessa etapa do programa, será necessário que o devedor tenha cadastro no GOV.BR, plataforma do governo destinada para acessar serviços públicos digitais. O registro poderá ser realizado diretamente no portal do Governo Federal.


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