Dia Internacional da Mulher: Conquistas e desafios para as mulheres no Brasil

Em pleno Dia Internacional da Mulher, conheça a realidade das mulheres no Brasil. Apesar dos avanços conquistados, as desigualdades e violências ainda são alarmantes. A diferença salarial entre homens e mulheres, a falta de representatividade política e a violência doméstica são apenas alguns dos problemas enfrentados pelas mulheres brasileiras. Mas a luta continua, e é…

No Dia Internacional da Mulher, em pleno 2023, persistem desigualdades e violências que deveriam nos envergonhar a todos. Embora as lutas feministas tenham obtido grandes avanços e conquistas históricas, as mulheres ainda enfrentam muitos desafios e discriminações na sociedade brasileira.

Entre os avanços fruto de muita luta, podemos destacar a Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, que criou mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra as mulheres. Também temos a Lei do Feminicídio, sancionada em 2015, que alterou o Código Penal para incluir o feminicídio como uma qualificadora do crime de homicídio.

Já em 2015 foi sancionada a Lei da Paridade, que estabeleceu que cada partido ou coligação deverá reservar o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo. E mais recentemente, em 2020, foi sancionada a Lei do Assédio Moral, que define e pune o assédio moral nas relações de trabalho.

Apesar desses avanços, ainda estamos muito aquém do razoável. Segundo dados do IBGE divulgados em fevereiro de 2023, as mulheres recebiam em média R$2.297 por mês, enquanto os homens recebiam R$2.949 por mês, uma diferença salarial média entre os sexos de R$652 ou cerca de 22%. Além disso, a taxa de desemprego entre as mulheres era de 16%, enquanto entre os homens era 10%. As mulheres também representavam 54% dos trabalhadores informais no país.

O Brasil ocupa a 92ª posição no ranking global de igualdade de gênero, entre 156 países avaliados, segundo dados do Fórum Econômico Mundial divulgados em dezembro de 2020. E na política, as mulheres ainda são minoria nos três poderes, como apontado pela jornalista Ana Flor em uma reportagem publicada pelo G1 em 8 de março de 2023.

A violência contra as mulheres também é uma realidade preocupante no Brasil. Segundo dados da Secretaria Especial da Mulher divulgados em março de 2023, o Disque Denúncia recebeu mais de 105 mil chamadas relacionadas à violência contra as mulheres no país no ano anterior. Desse total, 72% eram casos de violência doméstica e familiar, 24% eram casos de violência sexual e 4% eram casos de feminicídio.

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou dados em março de 2023, referentes ao ano anterior, que mostram que 18,6 milhões de mulheres foram vítimas de algum tipo de violência no Brasil. Por minuto, 14 mulheres foram agredidas.

Diante desse cenário, é importante que a sociedade brasileira continue lutando pelos direitos das mulheres e por uma sociedade mais justa e igualitária. Como disse a socióloga Jacqueline Pitanguy, em entrevista ao podcast O Assunto, “as mulheres precisam ocupar mais espaços de poder e decisão na política brasileira”. Ela defendeu que as mulheres precisam se unir e lutar por mais espaço na política, e que é fundamental que haja um engajamento maior dos homens nessa luta.

Segundo a jornalista Ana Flor, comentarista política do G1, as mulheres precisam ser encorajadas a participar mais da política e a ocupar cargos de liderança. “Muitas vezes as mulheres são subestimadas e não recebem o mesmo apoio e incentivo que os homens recebem”, disse ela. “Precisamos mudar essa realidade e dar mais voz e visibilidade às mulheres na política”.


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