Direitos dos entregadores de aplicativos seguem alvo de impasses

Governo, empresas de aplicativos e trabalhadores buscam consenso sobre propostas de piso salarial e contribuição previdenciária em meio a pressões políticas e discordâncias.

O Ministério do Trabalho vive um clima de indefinição, enquanto as negociações em torno do piso salarial de entregadores e motoristas de aplicativos avançam. O governo busca mediar um consenso entre as partes interessadas, enfrentando disputas internas e pressão de figuras políticas proeminentes.

O Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, propôs valores de R$ 30 por hora para motoristas e R$ 17 por hora para entregadores, correspondendo a ganhos brutos. A proposta foi inicialmente bem recebida pelas empresas de aplicativos, sinalizando uma possível resolução da questão na próxima semana.

Entretanto, os trabalhadores representados por entidades autônomas discordam dos valores apresentados, insistindo em um valor de R$ 35 por hora logada nas plataformas. Esta proposta de aumento foi firmemente rejeitada tanto pelas empresas quanto pelo governo.

Lula tem exercido pressão significativa sobre Marinho para apresentar uma resolução para este impasse. Lula, juntamente com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou um manifesto na quarta-feira (20/9), advogando pelos direitos dos trabalhadores. Este cenário tem gerado embates internos.

Apesar do otimismo em torno do valor da hora trabalhada, o governo está ciente dos desafios que enfrentará para alcançar um acordo relativo à contribuição previdenciária dos trabalhadores de aplicativos. Empresas e sindicatos classificam como inaceitável a proposta governamental de não subsidiar parte da previdência dos trabalhadores. Há também exigências para a aprovação de uma alíquota de contribuição unificada, independente do veículo utilizado pelos trabalhadores (carro, moto ou bicicleta).


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