Educação a nível estadual e nacional: o que dizem os índices apontados pelo IDEB?

Os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), noticiados nesse fim de semana, mostram que as metas estabelecidas para a educação não foram alcançadas em 2021. Os índices apresentados pelo IDEB são obtidos a partir de uma média entre os resultados de testes de português e matemática, com notas de 0 a dez,…

Os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), noticiados nesse fim de semana, mostram que as metas estabelecidas para a educação não foram alcançadas em 2021. Os índices apresentados pelo IDEB são obtidos a partir de uma média entre os resultados de testes de português e matemática, com notas de 0 a dez, multiplicado pela média das taxas de aprovação da etapa avaliada, de 0 a 100%.
No ensino médio público, o desempenho médio nacional foi de 3,9, enquanto o RN teve 2,8. O índice é o mais baixo do Brasil, com queda de 0,4 pontos em relação à pesquisa anterior, de 2019. No ensino fundamental, a média dos anos iniciais (do 1º ao 5º ano) foi de 5,8. No RN, a média foi de 5,0. Nos anos finais (6º ao 9º ano), a média nacional foi de 5,1 e a do estado, 4,4.
A Secretaria Estadual de Educação do RN, no entanto, contestou os dados e afirmou que em outros estados as “aprovações automáticas em 2021 (foram) próximas de 100%, alavancando e distorcendo seus IDEB, sendo, por isso, inadequados para comparações entre entes federados”. De qualquer forma, o que se vê é que tanto a nível nacional ou estadual, os impactos da pandemia intensificaram os sintomas de falha na educação brasileira. Durante a pandemia, os estudantes sofreram com as escolas fechadas, tendo como alternativa um ensino remoto pobre, que muitos sequer conseguiram acompanhar por não ter acesso ao material eletrônico necessário e internet de qualidade.
Além disso, a falta de investimento e cortes na educação não contribuem para a melhora do cenário. Centenas de crianças e jovens da rede pública estão sujeitos a não ter vaga garantida nas instituições que não atendem a demanda, não ter transporte, não poder focar nos estudos por ter que trabalhar desde cedo ou por estar de barriga vazia. O problema é muito grave, sendo condizentes ou não os dados apresentados pelo IDEB.


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