Encurralado, sandrismo não sabe que direção seguir

Causou certo burburinho mês passado um tuíte do ex-deputado federal Laíre Rosado, em que sinaliza para mais uma união entre seu grupo e o da ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP). Depois de 3 décadas rompidos, as duas bandas da oligarquia Rosado voltaram a se reunir no pleito municipal de 2016, quando o sandrismo já não detinha…

Causou certo burburinho mês passado um tuíte do ex-deputado federal Laíre Rosado, em que sinaliza para mais uma união entre seu grupo e o da ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP). Depois de 3 décadas rompidos, as duas bandas da oligarquia Rosado voltaram a se reunir no pleito municipal de 2016, quando o sandrismo já não detinha mandatos legislativos.

Naquela eleição, Sandra Rosado (então PSB, hoje PSDB) lançou-se à vereança conseguindo assento na Câmara Municipal de Mossoró (CMM). E é no legislativo onde o sandrismo mantém seu único mandato, exercido por Larissa Rosado (PSDB).

Encurralado, depois de colecionar mais um fracasso neste 2022, o estágio do sandrismo contrasta com um passado no qual por anos o grupo conseguiu manter dobradinha de mandatos, um na Câmara Federal e outro na Assembleia Legislativa.

É difícil para os Rosados engolir que não mais comandam os rumos em seu território. Foram engolidos até mesmo na oposição ao prefeito Allyson Bezerra (SDD), onde os vereadores Tony Fernandes (SDD) e Pablo Aires (PSB), e a deputada estadual Isolda Dantas (PT), emergiram como principais nomes à oposição.

O sandrismo sempre foi a ala mais fraca da oligarquia, nas várias vezes em que enfrentou o rosalbismo perdeu em praticamente todas as ocasiões. Longe da máquina executiva mossoroense, o grupo se manteve em pé porque conseguiu ocupar espaços em diferentes governos estaduais.

Para as urgências de hoje, Sandra corre para manter os poucos cargos que conquistou nessa reta final de 1º governo de Fátima Bezerra (PT).

A bem da verdade, é que uma provável nova união entre sandrismo e rosalbismo é uma tentativa de demonstração de força de uma oligarquia combalida por falta de vigor popular. Espanta que não entendam que um dos motivos para o declínio rosadista em Mossoró foi justamente a rejeição popular da união que levaram a cabo de 2016 a 2020.

Não é de estranhar que o sandrismo não saiba que direção tomar. Se quando Sandra Rosado tinha dois cargos eletivos para servir de sustentação a seu clã cometeu erros crassos, o que se dirá numa conjuntura de esfarelamento de sua liderança política.


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