Enquanto planeja disputar a Prefeitura, Natália Bonavides se omite sobre o mais importante projeto da capital

O blog tem dito e reafirmo: Natália teve importante papel parlamentar enquanto representante da oposição potiguar em âmbito federal. Na fiscalização e denúncia do governo Bolsonaro, ela foi das mais ativas. Mudados os rumos políticos nacionais, a deputada ainda não se encontrou. A atitude de combate não serve mais para quem agora tem o dever…

O blog tem dito e reafirmo: Natália teve importante papel parlamentar enquanto representante da oposição potiguar em âmbito federal. Na fiscalização e denúncia do governo Bolsonaro, ela foi das mais ativas.

Mudados os rumos políticos nacionais, a deputada ainda não se encontrou. A atitude de combate não serve mais para quem agora tem o dever de governar. E isso fica mais que evidente no silêncio de Natália acerca do mais importante projeto público em discussão na capital do RN: a engorda da praia de Ponta Negra.

O silêncio da deputada federal, que agora almeja disputar a Prefeitura de Natal, é digno de nota. Trata-se de um projeto com potencial de transformar o turismo e toda a economia de Natal. E hoje o principal empecilho para o sucesso da iniciativa vem do próprio PT de Natália, através do Governo do Estado.

O que a candidata a prefeita pensa da engorda de Ponta Negra? Por que ainda não colocou seu mandato a serviço da população natalense para ajudar a destravar o processo de liberação das obras da engorda?

Para Natália provar que sabe também construir, além de criticar, faltam ações que sigam nesse caminho. Administrar um cidade com a complexidade de Natal e com todos os seus muitos desafios exige uma postura firme que muitas vezes vai contrariar os interesses de outras lideranças petistas. Natália terá uma voz própria? Por ora, a resposta é não, e damos um exemplo.

Trincheira da Alexandrino de Alencar

Há cerca de um mês, a deputada Natália mobilizou um protesto contra o projeto de instalação das trincheiras propostas pela Prefeitura na altura da avenida Alexandrino de Alencar.

Antes de qualquer comentário, leiam a justificativa da pré-candidata à Prefeitura de Natal para se opôr ao projeto, publicada em seu Instagram:

“O problema da mobilidade da capital potiguar não está nas árvores centenárias que compõem a paisagem da cidade, tão pouco nos comércios que dão vida ao entorno das Avenidas Alexandrino de Alencar e Hermes da Fonseca. As dificuldades de locomover-se em Natal tem outra origem: uma concepção de cidade que não prioriza as pessoas.”

O discurso soa bonito e encanta a muitos que leem a realidade a partir das mesmas convicções que Natália. Mas analisemos o conteúdo com algum critério. O que sobra além de uma narrativa vazia?

O trânsito em nossa capital vem piorando a cada ano. Medidas como o recente incentivo do Governo Federal à compra de carros populares tendem a aumentar o problema, ampliando a frota sem a contrapartida de medidas que melhorem a estrutura de mobilidade da cidade. O que diz Natália? Que a origem do do problema está em “uma concepção de cidade que não prioriza as pessoas”. E como isso se materializa em ações concretas para enfrentar os problemas reais?

Criticar as limitações dos projetos alheios é fácil e agrada à militância, mas para quem quer gerir a cidade é preciso ir além desse discurso vazio.

O que diz Natália sobre a política do governo Lula de incentivar a compra de carros particulares? Esses R$ 800 milhões que o governo petista gastou para incentivar a compra de carros não poderiam ser mais bem utilizados reforçando o caixa dos municípios que hoje não têm mais como lidar com as demandas do transporte público?

Quanto a tudo isso, o silêncio. Acontece que os problemas de nossa cidade são reais e é muito improvável que a realidade se curve diante de discursos vazios e mude sozinha, sem intervenção concreta e ativa da sociedade. Passou da hora de exigirmos mais de nossos representantes.


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