Fátima na Espanha e o provincianismo no RN

Na busca por um discurso que emplaque, muitas vezes os críticos acabam por revelar essa face provinciana, uma visão que ainda nos enxerga como vira-latas incapazes de fazer política de gente grande.

A governadora Fátima Bezerra participou, na última semana, em uma missão internacional na Espanha, voltada principalmente para a fruticultura, energias limpas e tecnologias de baixo carbono. Bastou para que as críticas viessem, alegando gastos desnecessários com viagens.

Na busca por um discurso que emplaque, muitas vezes os críticos acabam por revelar essa face provinciana, uma visão que ainda nos enxerga como vira-latas incapazes de fazer política de gente grande.

Pois a missão na Espanha acabou por solidificar o estado do Rio Grande do Norte como um líder em energias renováveis e expandiu oportunidades econômicas.

Nesta viagem, a governadora enfatizou a transição energética como uma necessidade global. Em seu discurso, Bezerra destacou: “Ao longo do nosso governo superamos os 95% de potência instalada na matriz elétrica proveniente de fontes renováveis”. Além disso, apontou que o RN superou diversos países ao atingir, no final de 2021, 97% de geração de energia a partir de fontes renováveis.

Em Puertollano, a comitiva do RN visitou a planta de eletrolisadores e o laboratório da Nordex, empresa que desenvolve tecnologia para produção de hidrogênio verde. Essa visita culminou na assinatura de um memorando entre o governo potiguar e a Nordex, que promete trazer avanços significativos na produção de hidrogênio verde no RN.

A viagem também marcou a apresentação de um projeto ambicioso: a construção de um porto-indústria no litoral do RN. Este porto visa apoiar diversos setores, desde a geração de energia eólica até a fruticultura. A apresentação do projeto foi feita por Hugo Fonseca, Coordenador de Desenvolvimento Energético da Sedec.

Já Guilherme Saldanha, secretário da Agricultura, Pecuária e Pesca, destacou a relevância da Fruit Attraction 2023, em Madri, um dos principais eventos globais do setor frutícola. Já Hugo Fonseca sublinhou a inovação e os benefícios da cooperação com empresas europeias, mencionando o interesse mútuo em avançar na área de energias renováveis.

Há muitas críticas possíveis ao segundo mandato de Fátima Bezerra. E críticas são saudáveis ao progresso de uma democracia. Mas devemos lamentar que apelem para a visão rasa que enxerga em um importante esforço político e empresarial como este apenas desperdício de recursos.


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