Fátima perde popularidade, e isso tem explicação; confira

As recentes pesquisas de opinião divulgadas por diferentes institutos evidenciam o mesmo fenômeno: a queda na popularidade da governadora Fátima Bezerra. A desaprovação crescente à sua gestão pode ser explicada a partir do discurso que a governadora adotou em sua campanha e da condução de seu segundo mandato.

Fátima prometeu: o melhor vai começar. Embalada pela liderança de Lula nas pesquisas, conseguiu algo cada dia mais difícil, reacender a esperança em grande parcela do eleitorado. Passados 4 meses de seu quinto ano de mandato, contudo, ela persiste nos mesmos erros em que incorreu nos primeiros anos. Mas agora com mais dificuldades de convencer a população da culpa de seu antecessor, Robinson Faria, pelos atuais problemas do estado.

Durante toda a campanha, Fátima pouco disse sobre o que pretendia realizar caso as urnas lhe dessem mais quatro anos à frente de nosso executivo. Limitou-se a prestar contas do que havia consertado na herança do governo anterior. Este blog abertamente defendeu a reeleição da governadora, mas já à época cobrávamos um programa claro, que pudesse ser fiscalizado e exigido pela sociedade potiguar.

Até hoje aguardamos resposta.

O governo da professora Fátima segue errante, sem apontar rumos que possam ser compreendidos e avaliados pelos eleitores. Perdido, o cidadão olha ao redor e vê a degradação do RN em vários setores, da educação à segurança, da saúde ao emprego ao transporte e por aí vai.

O governo começa a perder a confiança da população no momento em que não sinaliza o que pretende. Se estivéssemos diante de um quadro favorável, com a economia decolando e os serviços públicos satisfazendo, isso provavelmente seria ignorado. Mas a realidade é outra.

Confuso diante de uma realidade que contraria as esperanças de uma rápida recuperação do estado, agora que “a casa está arrumada”, o cidadão ainda faz um esforço de se apegar ao menos às promessas. Mas sequer essas são ofertadas por um governo que se recusa dizer a que veio.

Fátima administra sua aprovação como se fosse um bem inesgotável. Dá gotas de ações e discursos para aplacar a sede mais intensa dos militantes. Julga que o povo permanecerá cativo de sua forte liderança o quanto for preciso, até que tenha o que mostrar. Cercada de assessores que lhe exibem slides paradidáticos sobre seu RN, a governadora vive numa ilha. Não tem oposição, é verdade. A imprensa é benevolente, fato. Consegue manter a harmonia entre as elites locais, políticas, intelectuais e empresariais. Mas seguindo pelo curso atual, Fátima poderá perder aquilo que até aqui tem lhe dado sua verdadeira força, o povo.