Gasolina deverá ficar R$ 0,69: a vitória de Pirro de Haddad

A desoneração de PIS/Cofins sobre a gasolina e o etanol termina nesta terça-feira (28), mas a dita “ala política” do governo defende que a medida seja prorrogada. A “ala econômica”, diga-se Fernando Haddad, entende que, diante do impacto para as contas públicas, a cobrança dos impostos deve voltar integralmente. Para “solucionar” o impasse, o Governo…

A desoneração de PIS/Cofins sobre a gasolina e o etanol termina nesta terça-feira (28), mas a dita “ala política” do governo defende que a medida seja prorrogada. A “ala econômica”, diga-se Fernando Haddad, entende que, diante do impacto para as contas públicas, a cobrança dos impostos deve voltar integralmente.

Para “solucionar” o impasse, o Governo Federal estuda a reoneração parcial dos impostos sobre combustíveis para evitar impacto na inflação.

A alternativa foi discutida em reunião na última sexta-feira (24) entre Casa Civil, Petrobras e ministérios da Fazenda e de Minas e Energia. A proposta seria aumentar o litro da gasolina em R$ 0,49 em vez de R$ 0,69, e do etanol em R$ 0,06, não R$ 0,24.

A prorrogação dos benefícios fiscais é uma questão polêmica e envolve pressões políticas. O presidente Lula decidirá entre as alternativas disponíveis. A decisão deverá ser tomada nesta segunda-feira (27).

Haddad na mira com decisão sobre reoneração

Caso a isenção dos combustíveis seja adiada, Haddad sairá como derrotado pela ala política pela 2ª vez. Em dezembro de 2022, o ministro disse que havia pedido ao governo de Jair Bolsonaro (PL) que não adotasse medidas que diminuíssem a arrecadação da União em 2023, entre elas, a continuidade de isenção do tributo.

Pressionado, Haddad lançou um pacote fiscal que aumenta a arrecadação e reduz gastos públicos em 2023. A reoneração do PIS/Cofins sobre os combustíveis a partir de março está entre as medidas anunciadas e que elevam a receita da União. Segundo a equipe econômica, o fim da isenção resultaria em ganhos tributários de R$ 28,9 bilhões de março a dezembro.

Caso perca, Haddad mostrará fraqueza e terá de lidar com problemas de arrecadação. Caso vença, pode enfrentar uma escalada inflacionária e o peso político da medida antipopular.

Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil


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