Governo do RN volta a atrasar consignados; secretário não responde ao blog

O secretário estadual de Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, fez algo louvável ao admitir publicamente a realidade fiscal do estado, que vinha sendo maquiada desde 2022, gerando uma imagem sobre a situação de nosso estado que não corresponde à realidade. A situação chega ao ponto de o governo ter atrasado, novamente, o pagamento dos empréstimos consignados…

O secretário estadual de Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, fez algo louvável ao admitir publicamente a realidade fiscal do estado, que vinha sendo maquiada desde 2022, gerando uma imagem sobre a situação de nosso estado que não corresponde à realidade.

A situação chega ao ponto de o governo ter atrasado, novamente, o pagamento dos empréstimos consignados de seus servidores. A gravidade da situação passa despercebida porque não se repara no seguinte fato: não se trata de recursos do governo que são repassados aos bancos com atraso; são recursos dos servidores que o governo retém para suas despesas próprias, um dinheiro que não lhe pertence.

Após uma campanha marcada pela discussão dos salários atrasados no governo Robinson Farias, vemos que – apesar de manter a folha em dia – o governo Fátima, na verdade, paga os salários apenas parcialmente, fazendo a retenção irregular de parte de seus salários.

Sinsp denunciou novos atrasos

A direção do Sindicato dos Servidores Públicos (SINSP) recebeu comunicado do Banco do Brasil informando sobre a suspensão do serviço de empréstimo consignado destinado aos servidores públicos do Estado. A notícia foi transmitida nesta terça-feira (22).

A situação ganhou destaque recentemente quando o secretário da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, atribuiu a suspensão anterior do serviço à requisição do Estado para alterar a data de débito dos empréstimos junto ao Banco do Brasil.

Contudo, as alegações do secretário divergiam das informações fornecidas pelo próprio Banco do Brasil, que alegava a falta de repasse dos valores das parcelas por parte do Estado, ao longo de dois meses. Este cenário se repete, conforme a posição do Banco.

A presidente do SINSP, Janeayre Souto, trouxe à tona questões cruciais: “Fica a questão: será que o governo pediu para trocar a data de débito novamente ou a história não era bem assim? Sendo uma coisa ou outra, o que importa de verdade é que mais uma vez os servidores são penalizados sem poder ter acesso a novos créditos, e sem poder saber a sua margem junto ao banco. A sociedade não pode observar isso com normalidade”.

A posição da Secretaria da Fazenda

O blog tenta contato com o secretário Carlos Eduardo Xavier há duas semanas, sem obter qualquer resposta.


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