Governo propõe 1% de reajuste aos servidores federais, que estudam greve

A proposta do Governo Federal é de reajustar em 1% os salários dos servidores públicos federais em 2024. Categorias reclamam de perdas acumuladas e avaliam paralisações. A previsão de reajuste de 1% para o servidores federais já consta no Orçamento de 2024, debatido pelo governo. O texto atual prevê R$ 1,5 bilhão destinado ao reajuste…

A proposta do Governo Federal é de reajustar em 1% os salários dos servidores públicos federais em 2024. Categorias reclamam de perdas acumuladas e avaliam paralisações.

A previsão de reajuste de 1% para o servidores federais já consta no Orçamento de 2024, debatido pelo governo. O texto atual prevê R$ 1,5 bilhão destinado ao reajuste dos funcionários públicos.

O Fonacate (Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas do Estado), indica que esse montante equivaleria a um reajuste salarial de 1% para o ano de 2024.

Os dados foram divulgados durante a reunião da MNNP (Mesa Nacional de Negociação Permanente), ontem (29).

O encontro contou com a presença de representantes governamentais e de entidades sindicais.

O que diz o governo

O secretário de Relações de Trabalho do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, José Lopez Feijóo, declarou que o governo está empenhado em ampliar os recursos disponíveis para o reajuste. Ele enfatizou que, se as projeções de aumento na arrecadação para o segundo semestre forem confirmadas, haverá um espaço maior para a correção salarial no próximo ano.

O que dizem os servidores

Rudinei Marques, presidente do Fonacate, expressou insatisfação com a proposta de reajuste de 1%, considerando que muitos servidores enfrentam perdas acumuladas superiores a 30%. Para Marques, essa cifra é uma afronta aos mais de 1,2 milhão de servidores ativos, aposentados e pensionistas, muitos dos quais têm sofrido com congelamentos salariais nos anos recentes.

O que é a MNNP

A Mesa Nacional de Negociação Permanente foi estabelecida em 2003, durante o primeiro mandato do presidente Lula. Depois de 14 anos e 175 acordos firmados, a mesa foi interrompida em 2016 e reinstaurada em fevereiro deste ano.


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