Governo quer a recompra da refinaria Landulpho Alves pela Petrobras; por que persiste o silêncio sobre a Clara Camarão?

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), defendeu ontem (3) que a Petrobras considere a possibilidade de recomprar a refinaria Landulpho Alves (Rlam), localizada na Bahia. A refinaria foi vendida em 2021 por um valor de US$ 1,65 bilhão para a multinacional Acelen, empresa pertencente ao fundo de investimentos Mubadala Capital, sediado nos…

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), defendeu ontem (3) que a Petrobras considere a possibilidade de recomprar a refinaria Landulpho Alves (Rlam), localizada na Bahia. A refinaria foi vendida em 2021 por um valor de US$ 1,65 bilhão para a multinacional Acelen, empresa pertencente ao fundo de investimentos Mubadala Capital, sediado nos Emirados Árabes Unidos.

Quanto ao caso da Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC), no Rio Grande do Norte, por ora só temos o silêncio oficial.

Embora o Blog do Girotto tenha informações extraoficiais que já houve conversas entre a Petrobras e a 3R, oficialmente ainda não há qualquer confirmação do interesse do Governo Federal em reaver a refinaria potiguar vendida em um processo todo ele envolto por graves denúncias.

A refinaria Clara Camarão foi vendida pela Petrobras à 3R Petroleum dentro de um pacote que ilegalmente incluiu a incluiu na cessão dos campos de exploração e produção de óleo e gás do Polo Potiguar. O negócio envolveu 1,3 bilhão de dólares.

Até o momento, silêncio sobre a urgente apuração das denúncias e sobre o andamento das negociações pela recompra da RPCC. Como adiantamos aqui e aqui, a 3R planeja vender a refinaria assim que possível.

A sociedade do Rio Grande do Norte merece saber qual será o futuro de sua maior indústria. Seguiremos cobrando uma posição.

O que disse o ministro sobre a Rlam

Alexandre Silveira afirmou que a segurança energética e a nova dinâmica geopolítica no setor de petróleo e gás são os motivos fundamentais para reavaliar a recompra da Rlam.

Ele ressaltou que, dentro das normas de governança da Petrobras, é necessário considerar a possibilidade de readquirir a refinaria, uma vez que se trata de um ativo histórico que esteve envolvido na estratégia de reestruturação da empresa e que, em sua visão, jamais deveria ter sido vendido.

A venda da refinaria Landulpho Alves em 2021 marcou uma decisão estratégica da Petrobras de desinvestimento em ativos considerados não essenciais para suas operações centrais.

A proposta de recompra apresentada pelo ministro Silveira reacendeu o debate sobre a relevância estratégica dos ativos energéticos do país e a influência das decisões no âmbito geopolítico. Agora falta uma posição clara do ministro quanto à refinaria Clara Camarão.

A Petrobras ainda não se manifestou oficialmente sobre a possibilidade de recompra da refinaria Landulpho Alves, tampouco sobre as possíveis negociações em torno da Clara Camarão. A empresa foi por décadas o ator central da indústria potiguar. Sua saída de nosso estado tem causado graves danos econômicos e sociais, como mostraremos em breve nas reportagens que estamos produzindo, como parte de nosso Dossiê: o RN e o petróleo.


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