Índice Geral de Preços tem recuo recorde

O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) teve uma deflação intensificada em abril, registrando a maior queda em 12 meses na série histórica, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (8) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O índice caiu 1,01% em abril, após uma queda de 0,34% no mês anterior, devido à redução nos preços de grandes commodities. A queda foi a mais intensa desde setembro de 2022 e ficou em linha com as expectativas em pesquisa da Reuters de recuo de 1,08%.

A deflação no acumulado de 12 meses do IGP-DI intensificou-se para 2,57%, em comparação com 1,16% em março, quando marcou o primeiro resultado negativo desde fevereiro de 2018 nessa base de comparação. A taxa negativa mais forte desde o início da série histórica desse dado em janeiro de 1998.

A queda no índice foi puxada pela redução nos preços de commodities como o milho (-13,17%), minério de ferro (-11,76%) e a soja (-8,83%). Esses resultados demonstram um cenário de desaceleração da inflação, o que pode ser positivo para a economia e para os consumidores.

A deflação pode ter impacto positivo nos preços de diversos produtos, como os alimentos e a gasolina, que têm sido os principais responsáveis pela alta da inflação nos últimos meses. No entanto, é importante ressaltar que a queda nos preços das commodities pode ter impacto negativo na economia, especialmente para os setores ligados à exportação desses produtos.