Invalidar eleição de Wendel Lagartixa foi tiro no pé

Há quem esteja surpreso com as menções a Wendel Lagartixa nas análises da disputa pela Prefeitura de Natal em 2024. LEIA A ANÁLISE COMPLETA CLICANDO NA IMAGEM

Há quem esteja surpreso com as menções a Wendel Lagartixa nas análises da disputa pela Prefeitura de Natal em 2024.

Lagartixa teve mais de 88 mil votos para deputado estadual em outubro. Quase 33 mil deles apenas em Natal. E se engana quem crê que foram apenas votos de periferia ou de eleitores tidos como ‘desinformados’ – categoria não apenas preconceituosa como equivocada.

Lagartixa foi votado nas urnas, seus votos foram invalidados, Ubaldo Fernandes (PSDB) assumiu a cadeira que seria sua. Mas ele não está politicamente em declínio, pelo contrário.

Sua imagem, que assenta muito sobre as tragédias pessoais de que foi vítima e sua fama de ‘linha dura’ (para se dizer o menos), sai fortalecida com o impedimento de sua posse na Assembleia Legislativa do RN. Afinal, mais uma vez fora ‘vítima dos interesses poderosos que comandam a sociedade’.

Fora de cargos públicos, mas com força política (elegeu um deputado federal), Lagartixa tem caminho aberto para trabalhar sua imagem ao gosto do eleitor. Ouviremos falar em seu nome nos próximos anos mais do que se ele fosse deputado estadual. Anotem aí.


Comments

2 respostas para “Invalidar eleição de Wendel Lagartixa foi tiro no pé”

  1. Avatar de Aluísio Azevedo
    Aluísio Azevedo

    Interessante a estranha mania de levantarmos a bola para esses jogadores que saem de algum inferno nádico. E ajudamos a dar-lhes projeção. Improvável que a perda do mandato conceda ao político citado melhores condições na disputa por qualquer cargo eletivo. “Tiro no pé” seria conceder a um sujeito insano, inescrupuloso e violento a oportunidade de ter voz e voto na Assembléia. Se a população ainda recepciona a sua fala desumana e doentia, em qualquer situação, é por que essa população também está doente. A bem da verdade, a matéria já ajuda ao “gênio político e estrategista” Lagartixa, no seu trabalho de formar a própria imagem “ao gosto do eleitor”. Precisamos de muito cuidado no trato do assunto. Devemos colocar todas as interrogações possíveis e cabíveis. Especialmente, quando destacamos as “tragédias pessoais” e aceitamos chamar esse personagem de “vítima”. Vítima dos interesses poderosos? Eu nunca escreveria, muito menos apostaria no potencial de protagonismo desse político oportunista, racista e perigoso. Este sim seria um tiro no pé.

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