Jean Paul terá encontro com chefe da OPEP; tema da conversa tem impacto sobre o preço dos combustíveis no Brasil

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, convidou o secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Haitan Al Ghais, para visitar o Brasil. Ghais, natural do Kuwait, morou por seis anos no país devido ao trabalho de seu pai e fala português.

Prates compartilhou a novidade em uma rede social, afirmando que teve boas conversas com Ghais em Viena e que os pontos de vista de ambos são convergentes.

O presidente da Petrobras ressaltou a mensagem enviada por Ghais ao grupo das sete maiores economias mundiais (G7) sobre a transição energética. Ainda destacou a importância de ler a mensagem para compreender como a principal entidade setorial reconhece e se prepara para realizar essa transição.

Prates tem afirmado que a transição energética para as empresas petrolíferas é uma verdadeira metamorfose energética, onde é necessário se transformar em outra coisa sem parar de caminhar.

No artigo dirigido ao G7, Ghais menciona que pode não haver uma solução única para um futuro de energia sustentável, mas destaca que a colaboração e a ação inclusiva serão essenciais para alcançar uma transição justa e permanente.

O secretário da Opep ressalta que a demanda global de energia deve crescer 23% até 2045, de acordo com o World Oil Outlook 2022. Atender a esse aumento com segurança energética, acesso global e redução de emissões exigirá o uso de todas as fontes de energia, investimentos e colaboração.

Ghais destaca que a indústria do petróleo responderá por quase 29% das necessidades de energia do mundo até 2045 e que os requisitos globais de investimento totalizarão US$ 12,1 trilhões até lá. No entanto, os níveis atuais de investimento estão significativamente abaixo desse valor, devido à desaceleração do setor, à pandemia e ao crescente foco em questões ambientais, sociais e de governança.

Como sabido, as estratégias da OPEP são decisivas na formação do preço internacional do petróleo, ao qual o preço dos combustíveis no Brasil segue condicionado. Desse papo podem surgir importantes sinalizações sobre o futuro da maior estatal brasileira e de nosso setor de energias.