Jovem Pan vira alvo de investigações por fakenews e incitação de atos antidemocráticos

Não é de hoje que a Jovem Pan vem ganhando notoriedade, mas isso não se deve apenas a deliberação de informações falsas, mas principalmente pelo histórico de comentários e incitações odiosas, antidemocráticas, racistas e violentas.

Em inquérito o Ministério Público Federal (MPF) notou que discursos que atentam contra a ordem institucional foram feitos nessa mídia exatamente em um período de efervescência de movimentos golpistas e violentos em todo o país, que chegaram a expressar apoio a uma possível guerra civil e a ditadura militar.

Na cobertura dos atos de vandalismo ocorridos em Brasília neste domingo, por exemplo, comentários de defesa aos atos como “é o poder do povo”, “.tiveram que tomar iniciativa”, “as pessoas estão revoltadas com a forma como o processo eleitoral foi conduzido, elas estão revoltadas com a truculência com que certas instituições têm violado a nossa Constituição” e “um ou outro vândalo que se infiltra, mas 99,9% são pessoas que estão ali expondo a sua indignação, sua maneira de pensar”. Os comentários foram feitos pelos comentaristas Alexandre Garcia, Paulo Figueiredo e Fernando Capez, exibindo total falta de sensibilidade e de escrúpulos perante a situação e quadro ocorrente no país e na sociedade.

O ofício enviado pelo MPF à Jovem Pan determinou que a mesma forneça, em até 15 dias, informações detalhadas sobre sua programação e os dados pessoais dos apresentadores e comentaristas dos programas Jovem Pan News, Morning Show, Os Pingos nos Is, Alexandre Garcia e Jovem Pan – 3 em 1. Para além disso, determinaram que a empresa se abstenha de promover quaisquer alterações nos canais que mantém no YouTube, seja a exclusão de vídeos, seja tornar sua visualização restrita, visto que o conteúdo será objeto de investigação minuciosa.