Justa homenagem a Luiz Maranhão Filho

Ocorrerá hoje (12), no auditório da Biblioteca Central Zila Mamede (UFRN), o seminário “LUIZ MARANHÃO VIVE: Democracia Brasileira e Desenvolvimento do RN”, uma justa homenagem a uma figura histórica da política e da cultura local. A atividade tem como base a discussão do livro “Recortes de Luiz Maranhão: A visão de mundo de um jornalista…

Imagem: DHNet

Ocorrerá hoje (12), no auditório da Biblioteca Central Zila Mamede (UFRN), o seminário “LUIZ MARANHÃO VIVE: Democracia Brasileira e Desenvolvimento do RN”, uma justa homenagem a uma figura histórica da política e da cultura local. A atividade tem como base a discussão do livro “Recortes de Luiz Maranhão: A visão de mundo de um jornalista brasileiro nas páginas do Diário de Natal”, e contará com a presença tanto dos organizadores da obra, Francisco Franciele e Afonso Laurentino Ramos, como de importantes personalidades do atual nojento, em especial a Governadora Fátima Bezerra.

Luiz Ignácio Maranhão Filho foi advogado e jornalista. Figura de grande relevo intelectual, foi professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e do Colégio Atheneu. Membro do clandestino Partido Comunista Brasileiro, ele foi nomeado Deputado Estadual pelo Partido Trabalhista Nacional em 1958. Irmão do ex-prefeito Djalma Maranhão, preso e expulso do país pela ditadura, Luiz foi preso em 1974 e assassinado pelos militares.

O Exército nunca reconheceu a captura de Luiz Maranhão, embora personalidades ligadas à ditadura como os ex-agentes Amílcar Lobo e Marival Chaves tenham dito em entrevistas às revistas IstoÉ e Veja, respectivamente, que viram o deputado torturado nas dependências do DOPS. Chaves disse, inclusive, que Luiz fora “trucidado”, e que seria impossível localizar seu corpo. A União reconheceu sua responsabilidade no episódio. Sua esposa, Odette Maranhão, porém, faleceu sem nunca poder enterrar o esposo.

O seminário acontecerá em meio aos atuais momentos de contra-ataque ao autoritarismo do já moribundo governo Bolsonaro, que demonstra em cada potiguar nas ruas e em frente a base militar pedindo intervenção, que o ódio, a opressão, a ignorância e a reprodução das desigualdades consomem a existência da liberdade, equidade e justiça social.


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