Lambança de Alexandre de Moraes? Investigações apontam para inocência do governador do DF

No dia seguinte aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, o ministro do Supremo Alexandre de Moraes afastou por 90 dias o governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha. A medida se deu sob a alegação de omissão do mandatário na prevenção aos eventos que abalaram o país. Novos resultados das investigações, contudo, põem em xeque…

No dia seguinte aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, o ministro do Supremo Alexandre de Moraes afastou por 90 dias o governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha. A medida se deu sob a alegação de omissão do mandatário na prevenção aos eventos que abalaram o país.

Novos resultados das investigações, contudo, põem em xeque as bases da decisão, que foi confirmada pelo Pleno do STF no dia 11 de janeiro.

A Polícia Federal recentemente enviou um relatório ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre uma análise realizada no celular do delegado Fernando Sousa Oliveira. De acordo com a perícia, as mensagens encontradas no aparelho apontam para uma ação decisiva por parte do ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, de evitar a chegada de criminosos perto do prédio do Supremo.

O relatório detalha uma mensagem enviada por Torres a Oliveira, que afirma a necessidade de não permitir a aproximação dos criminosos ao STF após a divulgação de informações sobre a presença de manifestantes na Esplanada dos Ministérios.

O documento faz parte de um inquérito que investiga a possível omissão de autoridades públicas no impedimento de atos de vandalismo ocorridos em 8 de janeiro contra as sedes dos Três Poderes da República.

Em 3 de fevereiro, durante um depoimento, Anderson Torres disponibilizou ao acesso da PF aos arquivos do seu celular e se colocou à disposição para entregar todos os seus sigilos, incluindo telefônico, bancário e telemático. Além disso, o ex-secretário também ofereceu seu passaporte.

Quanto ao governador Ibaneis, a PF concluiu, após análise da mídia disponível, que a investigação não revelou ações por parte dele que mudassem o planejamento, desfizessem ordens de autoridades de segurança, omitissem informações a autoridades superiores do governo federal ou impedissem a repressão dos manifestantes durante os atos de vandalismo.


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