Lula quer países neutros para negociar fim da Guerra na Ucrânia

O presidente Lula tem defendido a criação de um grupo de países que não se envolveram diretamente ou indiretamente no conflito entre a Rússia e a Ucrânia para intermediar um acordo para encerrar a guerra. A declaração de Lula vem em meio a um dos maiores conflitos internacionais desde a Guerra Fria, que se iniciou em 2014, quando a Rússia anexou a Crimeia.

Em 10 de fevereiro, Lula se encontrou com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em uma reunião que discutiu diversos assuntos, incluindo a guerra na Ucrânia. O presidente brasileiro afirmou que já havia discutido a ideia com outros líderes mundiais, incluindo o presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Olaf Scholz.

“Estou convencido de que é preciso encontrar uma saída para colocar fim a essa guerra”, afirmou Lula após o encontro com Biden.

A sugestão de Lula vem no momento em que a guerra na Ucrânia completa um ano e parece não no horizonte seu fim. A proposta de Lula, contudo, contraria diretamente os interesses de EUA e Alemanha, que municiam a Ucrânia e pressionam, mesmo através de sanções econômicas, o governo brasileiro a tomar parte do conflito.

O Brasil tem histórico em mediação de conflitos internacionais, tendo sido responsável pela criação da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) em 2004, com o objetivo de garantir a estabilidade política e a segurança no país. A experiência do Brasil em negociações internacionais pode ser um fator importante na possível criação do grupo de países para intermediar um acordo entre a Rússia e a Ucrânia.