Mais de cinco anos depois, Museu Quilombola de Gídeo Véio continua lá

No final de 2016, foi inaugurado o Museu Quilombola Gídeo Véio em São Tomé, como resultado direto de uma semana de atividades na comunidade quilombola da Serra da Gameleira que contou com a participação de diversas instituições (INCRA, Defensoria Pública, IFRN, UFRN). A iniciativa foi de uma pedagoga e assistente social quilombola, chamada Maria Lúcia…

No final de 2016, foi inaugurado o Museu Quilombola Gídeo Véio em São Tomé, como resultado direto de uma semana de atividades na comunidade quilombola da Serra da Gameleira que contou com a participação de diversas instituições (INCRA, Defensoria Pública, IFRN, UFRN). A iniciativa foi de uma pedagoga e assistente social quilombola, chamada Maria Lúcia Santos do Nascimento, que cresceu na região, saiu de lá em 1998 para estudar e buscar oportunidades e retornou em 2015, disposta a mobilizar eventos e promover a tradição local.

Essa história quem conta são dois professores do IFRN, o antropólogo Flávio Rodrigo Freire Ferreira e o artista visual Nilton Xavier Bezerra, no artigo “Gídeo Véio Vive em Nós: Experiências Coletivas na Revitalização de um Museu Quilombola no Rio Grande do Norte”, publicado na revista Mundaú, da Universidade Federal de Alagoas. Juntos, eles não somente expuseram os passos que levaram à criação do Museu Gídeo Véio, como destacaram o caráter itinerante da instituição, participando de exposições e festivais em variados lugares nos anos seguintes, além de, principalmente, abordarem os esforços de recuperação do Museu após o difícil período da pandemia, firmando parcerias com o IFRN e o CECOP e os recursos oriundos de um edital da Fundação José Augusto, com os quais foi possível organizar uma nova sede própria, física, que veio a ser inaugurada em outubro de 2021, com transmissão ainda virtual pelo canal oficial do IFRN no Youtube.

O artigo dos dois especialistas tem como ponto de partida pesquisas anteriores já desenvolvidas por Flávio Ferreira, tanto em sua dissertação datada de 2009 como, especialmente, no livro que dela decorreu, intitulado Gameleira: Serra, Quilombo e Forró, publicado pela Editora Appris neste ano de 2022. É bom ver que Flávio tem dado continuidade a essas pesquisas, propiciando tanto a acadêmicos quanto aos demais interessados conhecer a dinâmica de uma das maiores comunidades quilombolas do Rio Grande do Norte. Quem quiser conferir o artigo na íntegra pode clicar aqui e ver como Flávio e Nilton desenvolveram a pesquisa, inclusive vivendo experiências comuns com o grupo quilombola por meio de uma exposição da qual eles participaram diretamente. Que venha obras! O Rio Grande do Norte carece de ser estudado!

Mais informações sobre o livro Gameleira, de Flávio Rodrigo Freire Ferreira, no link abaixo:

Gameleira


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