Mais de um ano depois, policiais que causaram a morte de Genivaldo são demitidos

O Ministro da Justiça, Flávio Dino, tomou uma decisão crucial ontem, ao assinar a demissão de três policiais acusados de envolvimento na trágica morte de Genivaldo dos Santos. O incidente ocorreu ano passado, na região de Umbaúba, Sergipe. Os policiais demitidos são Paulo Rodolpho Lima Nascimento, William de Barros Noia e Kleber Nascimento Freitas. Um…

O Ministro da Justiça, Flávio Dino, tomou uma decisão crucial ontem, ao assinar a demissão de três policiais acusados de envolvimento na trágica morte de Genivaldo dos Santos. O incidente ocorreu ano passado, na região de Umbaúba, Sergipe.

Os policiais demitidos são Paulo Rodolpho Lima Nascimento, William de Barros Noia e Kleber Nascimento Freitas.

Um relatório interno divulgado no início deste mês revelou as conclusões dessa investigação, recomendando não apenas a demissão dos agentes diretamente envolvidos na morte de Genivaldo, como também a punição de outros dois policiais. Estes receberam suspensões de 32 e 40 dias, respectivamente, por terem preenchido um boletim de ocorrência sem a devida transparência, o que prejudicou a apuração do caso.

Relembre o caso

Genivaldo dos Santos, um homem negro de 38 anos, morreu em 25 de maio de 2023, após ser colocado em uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e sufocado com gás em Umbaúba, Sergipe.

Segundo apurado pelas investigações, Genivaldo foi parado pela PRF por estar dirigindo sem capacete. Após uma discussão com os policiais, ele foi algemado e colocado na viatura. Os policiais então jogaram gás lacrimogêneo e gás de pimenta na viatura, levando Genivaldo a entrar em convulsão. Ele foi levado para um hospital, mas morreu pouco depois.

A morte de Genivaldo provocou uma onda de protestos contra a violência policial.

Os envolvidos no crime afirmaram que agiram em legítima defesa e que Genivaldo teria resistido à prisão. No entanto, o vídeo da abordagem mostra que Genivaldo estava desarmado e não apresentava ameaça aos policiais.

O Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito para investigar a morte de Genivaldo. O MPF também pediu a prisão preventiva dos policiais envolvidos na abordagem.


Comments

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *