Ministro Floriano de Azevedo dá segundo voto pela inelegibilidade de Bolsonaro; placar está em 2×1

Segue o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no TSE por suposto abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral. Hoje, 29, o ministro Floriano de Azevedo Marques Neto proferiu o segundo voto condenatório, deixando o placar em 2 a 1 contra Bolsonaro. O voto de Floriano de…

Segue o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no TSE por suposto abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral. Hoje, 29, o ministro Floriano de Azevedo Marques Neto proferiu o segundo voto condenatório, deixando o placar em 2 a 1 contra Bolsonaro.

O voto de Floriano de Azevedo Marques Neto contestou os argumentos apresentados anteriormente por Raul Araújo, que minimizou o impacto do discurso de Bolsonaro e votou pela absolvição do ex-presidente, alegando que ele não conseguiu desacreditar as urnas eletrônicas.

Floriano rebateu esses argumentos, afirmando que o fato de o abuso ter ou não influenciado no resultado eleitoral é irrelevante. Segundo o ministro, o que importa é a intenção e as circunstâncias que indicam a gravidade da situação.

O ministro concluiu que Bolsonaro decidiu desafiar frontalmente o Judiciário, colocando em risco a normalidade e a legitimidade das eleições. Ele também rejeitou os argumentos da defesa do ex-presidente, que tentou enquadrar o encontro de Bolsonaro com diplomatas em um contexto de diálogo institucional.

Para Floriano, um discurso agressivo que não considera as razões do interlocutor e que busca agredir as instituições não pode ser considerado institucional. Além disso, o ministro criticou a tentativa de inserir a pauta do voto impresso, que já havia sido superada pelas instituições constitucionais.

O ministro também rebateu o advogado Tarcísio Vieira de Carvalho, representante de Bolsonaro, que afirmou que o julgamento no TSE seria uma tentativa de “varrer” o avanço da direita no Brasil. Floriano destacou que o que está sendo julgado não é uma ideologia, mas sim comportamentos abusivos e desvios de finalidade que podem ocorrer em líderes de diferentes ideologias.


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