Nem a Jovem Pan escapou

Aconteceu também em junho de 2013. Setores da mídia insuflaram manifestantes para além do habitual, fomentaram uma revolta muitas vezes raivosas. Nos primeiros momentos, foi possível dirigir a ira das massas. Mas logo perderam o controle da situação, chegando a ser hostilizados nos protestos e tendo muitos de seus profissionais até mesmo agredidos. Agora ocorre…

Aconteceu também em junho de 2013. Setores da mídia insuflaram manifestantes para além do habitual, fomentaram uma revolta muitas vezes raivosas.

Nos primeiros momentos, foi possível dirigir a ira das massas. Mas logo perderam o controle da situação, chegando a ser hostilizados nos protestos e tendo muitos de seus profissionais até mesmo agredidos.

Agora ocorre algo similar com a onda de protestos golpistas que persiste pelo país. Nem a Jovem Pan, sempre leal aos ideais bolsonaristas, escapou.

Uma equipe de reportagem do grupo JP precisou pedir socorro após ser hostilizada por militantes bolsonaristas na última terça-feira. Os profissionais de imprensa estavam identificados com crachá da Jovem Pan e acompanhavam de perto a concentração do grupo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), que rejeita a vitória eleitoral e a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Urgente, estamos sendo ameaçados aqui”, disse um profissional. “Dedo na cara desde que entrei pela última vez. Não consigo sair daqui”, explica outro. “Estamos cercados por muita gente. Só xingamentos”, afirma outro profissional do grupo Jovem Pan.

É a velha fábula, o aprendiz se volta contra o mestre, o feitiço contra o feiticeiro etc. Às vezes não podemos controlar os monstros que libertamos.


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