O rap do TSE dá o tom do debate político brasileiro para a próxima década

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou uma campanha publicitária intitulada “Na Hora da Verdade, A Democracia Fala Mais Alto”. Com veiculação prevista até 15 de setembro, a campanha será transmitida em rede nacional de rádio e televisão, além de estar disponível nas redes sociais do TSE. Valores e empresas beneficiadas ainda não foram divulgados. A…

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou uma campanha publicitária intitulada “Na Hora da Verdade, A Democracia Fala Mais Alto”. Com veiculação prevista até 15 de setembro, a campanha será transmitida em rede nacional de rádio e televisão, além de estar disponível nas redes sociais do TSE. Valores e empresas beneficiadas ainda não foram divulgados.

A peça publicitária apresenta o “Rap da Democracia”, que é cantado pela personagem principal em um cenário de uma disputa musical, onde o público reflete a diversidade da população brasileira. A letra da música aborda a responsabilidade no exercício da democracia e a importância de não fortalecer mensagens de ódio, ofensas ou mentiras. Destaca-se a frase “Democracia é conquistada, não é sorte”, ressaltando a força do povo e a conscientização sobre as ações individuais para fortalecer esse sistema político.

Essa é a definição oficial da campanha e certamente será a definição dominante.

Nas redes sociais da Justiça Eleitoral, a campanha é acompanhada da hashtag #RAPdaDemocracia e apresenta diversas formas de divulgação, como clipes, banners animados com música, fotos com slogans e outros formatos adequados para cada plataforma. As peças destacam as virtudes da democracia com base na representatividade popular e também abordam aspectos que podem enfraquecer esse regime.

O público-alvo do Rap da Democracia é, claro, a juventude. Segmento social com maior potencial de abraçar e lutar pela causa da democracia, que hoje envolve conteúdos substantivos muito amplos, também eles na base da formação do novo consenso nacional. Louvável que o TSE defenda a democracia, até mesmo obrigatório. E quem interessar acreditar que é só isso – democracia na veia, mano – fica a garantia de uma vida feliz e conformada para a próxima década. Aos demais, resta a dificuldade em articular de forma compreensível o crescente desconforto.

Aproveite para assistir ao clip do Rap da Democracia aqui e saiba como se comportar nas conversas de boteco e no WhatsApp.


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