Ocidente paga caro pela Guerra na Ucrânia

A guerra na Ucrânia está custando caro para os países ocidentais que apoiam o governo de Kiev contra a Rússia. Segundo dados divulgados por diferentes fontes, os gastos militares dos Estados Unidos, da União Europeia e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) aumentaram significativamente desde o início do conflito, em fevereiro de 2022.…

A guerra na Ucrânia está custando caro para os países ocidentais que apoiam o governo de Kiev contra a Rússia. Segundo dados divulgados por diferentes fontes, os gastos militares dos Estados Unidos, da União Europeia e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) aumentaram significativamente desde o início do conflito, em fevereiro de 2022.

O presidente americano Joe Biden foi o primeiro a pedir um aumento no orçamento militar para 2023, logo após a Rússia cruzar a fronteira com a Ucrânia e iniciar uma ofensiva militar. Biden apresentou ao Congresso o maior orçamento militar em tempos de paz de sua história: US$ 813 bilhões ( quase R$ 4 trilhões) para 2023, 4,5% a mais do que previsto no ano fiscal de 2022.

O aumento se deve principalmente ao envio de tropas e equipamentos para a Europa Oriental, onde os EUA lideram uma coalizão internacional para apoiar a Ucrânia e conter o avanço russo. Além disso, Biden também quer investir mais em tecnologia militar e na modernização das forças armadas americanas.

Mas os EUA não estão sozinhos nessa conta salgada. A União Europeia também anunciou um aumento nos gastos militares para 2023, em resposta à crise na Ucrânia. Segundo dados do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), um think tank britânico especializado em defesa e segurança, os países europeus devem gastar cerca de US$ 300 bilhões (R$ 1,4 trilhão) em defesa neste ano.

O valor representa um aumento de 8% em relação ao ano anterior e é o maior desde o fim da Guerra Fria. A maior parte desse dinheiro será destinada à Otan, que também reforçou sua presença militar na região. A aliança atlântica enviou milhares de soldados e equipamentos para países como Polônia, Romênia e Lituânia, que fazem fronteira com a Rússia ou com a Ucrânia.

A Otan também aumentou suas operações aéreas e navais no Mar Negro e no Báltico, onde ocorrem frequentes incidentes entre as forças russas e ocidentais. Segundo o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, a organização está pronta para defender seus aliados e apoiar a soberania e a integridade territorial da Ucrânia.


Comments

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *