Operação “Sentinela” tenta reduzir força do crime organizado

As forças de segurança do Rio Grande do Norte deflagraram uma operação conjunta chamada “Sentinela” com o objetivo de combater a atuação de uma organização criminosa que vinha promovendo atos criminosos em todo o estado. A ação contou com a participação do Ministério Público do RN, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Secretaria Estadual…

As forças de segurança do Rio Grande do Norte deflagraram uma operação conjunta chamada “Sentinela” com o objetivo de combater a atuação de uma organização criminosa que vinha promovendo atos criminosos em todo o estado. A ação contou com a participação do Ministério Público do RN, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Secretaria Estadual da Administração Penitenciária e Força Nacional.

Durante a operação, foram cumpridos 13 mandados de prisão e outros 26 de busca e apreensão em várias cidades do estado. Dois homens foram presos em flagrante e houve apreensão de armas, drogas, aparelhos de telefonia celular, documentos e dinheiro vivo. Cinco mandados de prisão não foram cumpridos porque os alvos não foram localizados. Ao todo, já foram decretadas 18 prisões na operação Sentinela e essas pessoas são consideradas foragidas da justiça.

Todos os mandados foram direcionados a pessoas suspeitas de integrarem o Sindicato do Crime do RN (SDC), organização criminosa vinculada aos ataques à sociedade potiguar na última semana. A maioria dos presos já tinha condenação por envolvimento com organização criminosa, tráfico de drogas, roubos e homicídios. Alguns deles cumpriam pena em regime semiaberto, com uso de tornozeleiras eletrônicas. Alguns dos presos na ação violaram o sistema de monitoramento eletrônico, coincidentemente antes e durante ataques registrados nos últimos dias.

Segundo as investigações que resultaram na operação Sentinela, as pessoas presas na ação desta quarta são lideranças da organização criminosa em liberdade que exercem ou exerceram funções relevantes para a facção. As investigações apontam que as centenas de membros da organização criminosa têm um poder de mobilização capaz de causar terror e atos criminosos em todo o estado.

As pessoas presas na operação Sentinela são investigadas por constituírem e integrarem organização criminosa, o que tem pena prevista de reclusão de 3 a 8 anos. As penas delas, caso condenadas, podem ser aumentadas até a metade por usarem arma de fogo; agravada para as pessoas que forem identificadas como líderes sobre os demais faccionados; e ainda ampliada pela conexão com outras organizações criminosas.

A operação Sentinela tem por objetivo retirar das ruas lideranças criminosas, o que pode levar, pelo menos neste momento, à descontinuidade dos ataques e à posterior responsabilização dos autores dos crimes. O material apreendido será avaliado pelo Ministério Público do RN. Os presos na operação já foram encaminhados ao sistema prisional potiguar. As investigações ainda estão em andamento para apurar o envolvimento de outras pessoas com os crimes cometidos nos últimos dias.


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