Para os brasileiros, economia só piora e desemprego deve crescer nos próximos meses

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (19) mostra que os brasileiros estão pessimistas quanto ao futuro de nossa economia.

Quando o pessimismo cresce, já se sabe há décadas, a realidade tende a confirmar as piores expectativas, pois as pessoas passam a agir sem confiança e a economia se retrai ainda mais.

Veja alguns dados da pesquisa.

Economia tem piorado

A pesquisa apontou que 34% dos eleitores brasileiros entrevistados acreditam que a economia piorou nos últimos 12 meses. O estudo foi realizado com base em 2.015 entrevistas feitas pessoalmente com eleitores brasileiros de 16 anos ou mais, entre os dias 13 e 16 de abril, e tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Segundo a pesquisa, 39% dos entrevistados acreditam que a economia se manteve do mesmo jeito em relação ao que era há um ano, enquanto para 23% a situação melhorou. Apenas 4% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram por não responder.

Em relação a abril de 2022, 62% dos eleitores entrevistados disseram acreditar que a economia havia piorado na mesma amostra de comparação, enquanto 18% disseram que melhorou e 17% disseram que ficou do mesmo jeito.

Os resultados da pesquisa refletem a percepção da população em relação à economia do país, que vem enfrentando uma série de desafios nos últimos anos, como a pandemia da Covid-19 e a crise política e econômica que se instaurou no país.

Desemprego deve aumentar, acreditam

De acordo com a pesquisa, 29% dos entrevistados acreditam que o desemprego vai diminuir no próximo ano, enquanto 24% pensam que vai continuar do jeito que está. Apenas 4% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram por não responder.

Comparado à última pesquisa, divulgada em fevereiro, o número de eleitores que espera um aumento na taxa de desemprego aumentou 8 pontos percentuais, enquanto os que esperam queda diminuíram em 10 p.p. O contingente de entrevistados que afirma que o desemprego vai continuar como está se manteve dentro da margem de erro, quando, no segundo mês do ano, ficou em 22%.

Em relação à inflação, 49% dos entrevistados esperam que a taxa suba no próximo ano, enquanto 19% acreditam em uma queda nos preços e 27% em uma estabilidade na taxa inflacionária.

Comparados aos dados de fevereiro, houve um aumento de 10 p.p. entre aqueles que esperam um aumento na inflação e uma queda, também de 10 p.p., entre os que esperam uma redução na taxa. O número de eleitores que esperava uma estabilidade na taxa também era de 27% em fevereiro.