Pesquisa apresenta crescimento de mortes por covid em gestantes e puérperas

Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os primeiros 15 meses da pandemia da Covid-19 elevaram em 70% o número de mortes de gestantes e puérperas no Brasil. A pesquisa objetiva comparar a mortalidade que era prevista para março de 2020 a maio de 2021, sem a pandemia, e a que de fato ocorreu, com a…

Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os primeiros 15 meses da pandemia da Covid-19 elevaram em 70% o número de mortes de gestantes e puérperas no Brasil. A pesquisa objetiva comparar a mortalidade que era prevista para março de 2020 a maio de 2021, sem a pandemia, e a que de fato ocorreu, com a disseminação do novo coronavírus.

Segundo a pesquisa, houve 1.353 mortes maternas além do que era esperado, o que representa excesso de mortalidade de 70%. Um número exorbitante que revela o quanto a desinformação relativa ao uso de medicamentos clinicamente ineficazes para prevenir/tratar a Covid-19, o rechaço de evidências científicas favoráveis ao uso de máscaras, distanciamento social e até mesmo sobre a eficácia e segurança das vacinas, bem como o atraso e a falta de vacinação na inclusão destas mulheres em grupos prioritários — tudo isso dificultou a implementação de medidas de saúde pública eficazes para mitigar os efeitos da epidemia do novo coronavírus e evidenciou a grande necessidade de aperfeiçoamento das políticas de saúde materno-infantis durante crises sanitárias.

É bom lembrar que a gestação não configura uma comorbidade, mas que o governo brasileiro, em 2021, passou a tratar gestantes e puérperas (até o 14º dia) como gripo de risco, facilitando o acesso a vacinas e a outros atendimentos.


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