Prejuízo bilionário reforça falência da privatização dos aeroportos

O prejuízo da empresa Inframérica, a concessionária que controla o Aeroporto Internacional Governador Aluizio Alves, já alcança R$ 1,1 bilhão desde que os serviços entraram em operação. Foram contínuos os aportes que a empresa precisou fazer no correr desses anos, com um retorno sempre abaixo do esperado: no início da concessão, havia uma expectativa de…

O prejuízo da empresa Inframérica, a concessionária que controla o Aeroporto Internacional Governador Aluizio Alves, já alcança R$ 1,1 bilhão desde que os serviços entraram em operação. Foram contínuos os aportes que a empresa precisou fazer no correr desses anos, com um retorno sempre abaixo do esperado: no início da concessão, havia uma expectativa de receber 4,3 milhões de passageiros em 2019, após cinco anos de atividades; o fluxo, no entanto, foi de apenas 2,3 milhões, praticamente a metade do esperado.
Diante desse imbróglio financeiro, a empresa recebeu uma notícia que para seu caixa configura um alívio: a diretoria colegiada da Agência Nacional de Avião Civil (ANAC) decidiu que a Inframérica tem direito a uma indenização de R$ 549 milhões, considerando a data base de 31 de dezembro de 2021, por investimentos realizados no terminal e não amortizados.
Vale destacar que o Aeroporto Aluizio Alves foi o primeiro a ser inteiramente concedido ao setor privado. O lance pago pelo consórcio Inframérica foi de R$ 170 milhões. A empolgação gerada pela Copa do Mundo em Natal, como se vê, estimulou muitos negócios cujas análises de viabilidade não tinham muita sustentação. Os contínuos prejuízos agora deixam um futuro nebuloso para o terminal: a Inframérica está devolvendo o aeroporto e as regras para a relicitação estabelecem um prazo de 30 anos de validade do contrato, com um lance mínimo de R$ 230 milhões. Vai aparecer comprador?


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