Privado ou público, qual o melhor? O dilema do Aeroporto de Natal

O Ministro dos Portos e Aeroportos, Márcio França, afirmou que pretende analisar o processo de relicitação do Aeroporto Internacional Aluizio Alves, o maior do RN. Na prática, isso abre possibilidades para que a concessão feita à iniciativa privada possa ser revista, abrindo um debate sobre qual deve ser o futuro de nosso aeroporto. O fato…

O Ministro dos Portos e Aeroportos, Márcio França, afirmou que pretende analisar o processo de relicitação do Aeroporto Internacional Aluizio Alves, o maior do RN. Na prática, isso abre possibilidades para que a concessão feita à iniciativa privada possa ser revista, abrindo um debate sobre qual deve ser o futuro de nosso aeroporto.

O fato de a Inframérica, gestora privada do aeroporto, ter acumulado um prejuízo superior a 1 bilhão de reais desde que começou a operar, oficializando desde 2020 uma solicitação de devolução, faz pensar: o aeroporto é mesmo viável para o setor privado? É bom lembrar que fazer uma relicitação obrigará o governo a indenizar a Inframérica, um montante que ultrapassa meio milhão de reais. Se contarmos o fato de que outros equipamentos públicos como o Porto de Santos (SP) e o Aeroporto do Galeão (RJ) também estão em relicitação, podemos concluir que as concessões geraram muito prejuízo para o governo.

Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a gestão privada não está em discussão. Eles consideram que o problema está sendo a demora no processo de relicitação, que já dura três anos, o que impede uma nova empresa de assumir a gestão e imprimir um novo sistema que torne o aeroporto competitivo. No entanto, embora eles digam que outros estados saíram na nossa frente, não podemos nos esquecer de que o Aeroporto de Natal teve a proeza de ser o primeiro aeroporto privado do país; na prática, quem saiu na frente fomos nós, mas isso não nos conferiu vantagem alguma…


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