Após 3 meses da Jornada pedagógica de Guamaré, professores ministrantes ainda não receberam o pagamento pelo serviço prestado

Com pagamentos atrasados, educadores que prestaram serviços em Guamaré se organizam e publicam Carta Aberta reivindicando soluções. Leia abaixo o texto na íntegra.

CARTA ABERTA AO PREFEITO E SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DE GUAMARÉ E COORDENADORES DA EMPRESA PROMOVE

Senhores,
Em 28 de fevereiro do corrente ano, participamos da Jornada Pedagógica do Município de Guamaré, cujo tema foi “A recomposição de aprendizagens e o desenvolvimento das competências socioemocionais na construção do fazer pedagógico”. Fomos contatados por uma representante da Promove, que ficou responsável por organizar toda a logística das oficinas, bem como um grupo de Whatsapp para a comunicação. De início, foi solicitado que enviássemos nossos dados, inclusive, o material autoral que utilizaríamos na atividade, sob alegação de que os órgãos fiscalizadores estavam sempre “em cima”, averiguando tudo. Pediram, também, que levássemos nossos laptops pessoais, pois o evento não dispunha de notebooks ou computadores para nosso uso no dia da atividade.

Desnecessário dizer que o evento foi um sucesso. Realizamos o trabalho com afinco e dedicação. Inúmeros foram os depoimentos de elogios ao trabalho que realizamos. Ministramos, cada um, oficinas temáticas com 8h de duração, em 2 turnos, pelas quais receberíamos a remuneração de R$ 1.500,00 , quantia que, até hoje (26/05/2023), não foi quitada.

Logo após a realização da referida Jornada pedagógica, fomos orientados a emitir uma Nota fiscal avulsa de prestação de serviços, junto à Secretaria de tributação de Guamaré, no valor de R$ 75,00. A promessa era de que, tão logo providenciássemos a nota, o pagamento respectivo seria efetuado.

Daquela data em diante, o que se seguiu foi um cronograma de promessas não cumpridas de pagamento, como segue abaixo:

16/03 – Fomos informados de que houvera um atraso no repasse do pagamento do Estado para o município de Guamaré;
30/03 – Mais de um mês após a realização do trabalho, nos disseram que o pagamento estava em tramitação da Secretaria de educação para o financeiro;
10/04 – Informaram-nos de que o pagamento seria realizado naquela semana;
20/04 – O pagamento estaria em fase final de tramitação;
03/05 – Voltamos a cobrar o pagamento no grupo do Whatsapp;
08/05 – Obtivemos a resposta de que a Promove ainda aguardava o pagamento da Prefeitura de Guamaré;
19/05 – Soubemos que o pagamento não fora concluído.

Vale salientar que, nesses intervalos, perguntávamos, constantemente, sobre nosso pagamento e, em vários momentos, recebíamos o silêncio como resposta. Tivemos que ouvir, no grupo, por parte da organização, que o ideal é que esse trabalho tivesse sido realizado por pessoas que tivessem outro “vínculo”, para que não ficassem “esperando por esse dinheiro”. Nesse caso, ficam as perguntas: quem tem outras fontes de renda pode esperar por tempo indeterminado? Não é lógico que quem trabalha merece receber seu pagamento, independentemente de quantos vínculos ou fontes de renda possua?

Cansados do atraso da justa remuneração pelo excelente serviço que prestamos e diante do silêncio da Promove e da Prefeitura de Guamaré, emitimos, em 22/05, uma mensagem de advertência, postada no referido grupo de Whatsapp, que solicitava uma resposta concreta acerca do nosso pagamento dentro do prazo de 3 dias, o que não ocorreu.

Diante do exposto, vimos, em público, COBRAR o pagamento, EM ATRASO HÁ 3 MESES, pelo serviço formativo realizado na Jornada pedagógica de Guamaré em 28/02/2023.

Somos profissionais e exigimos respeito, que representa, neste momento, a nossa remuneração pelo serviço de excelência que prestamos na referida Jornada.

No aguardo das devidas providências,

Professores que ministraram as atividades formativas na Jornada pedagógica de Guamaré