Reajuste dos servidores federais: impasse entre governo e sindicatos

O clima esquentou em Brasília nesta semana, com o cancelamento de uma reunião entre o Governo Federal e os servidores públicos sobre o reajuste salarial da categoria. Os servidores, que pedem um aumento de 13,5% para todas as carreiras, não aceitaram a proposta do governo de 7,8%, e planejam fazer um protesto na próxima quarta-feira…

O clima esquentou em Brasília nesta semana, com o cancelamento de uma reunião entre o Governo Federal e os servidores públicos sobre o reajuste salarial da categoria. Os servidores, que pedem um aumento de 13,5% para todas as carreiras, não aceitaram a proposta do governo de 7,8%, e planejam fazer um protesto na próxima quarta-feira (8) em frente ao Ministério da Economia.

O governo, por sua vez, alega que o reajuste oferecido está dentro do limite fiscal de R$ 11,2 bilhões já previsto para o pagamento dos salários, e que não há espaço para negociação. O valor foi definido em agosto de 2022, ainda pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que não concedeu nenhum aumento aos servidores durante os quatro anos de seu mandato.

A reunião que estava marcada para esta sexta-feira (3) foi adiada para hoje (7), quando o governo deve apresentar uma contraproposta aos servidores, que pode ficar entre 10% e 11%. A expectativa é que haja um acordo entre as partes, para evitar uma greve geral, que pode afetar diversos serviços públicos essenciais.

O impasse sobre o reajuste salarial dos servidores federais é um dos primeiros desafios do governo do presidente Lula.

No entanto, o governo enfrenta uma situação econômica delicada, com inflação alta, crescimento baixo e um déficit fiscal crescente. Além disso, o governo precisa respeitar o teto de gastos, que limita o aumento das despesas públicas à inflação do ano anterior, e a regra de ouro, que proíbe o endividamento para pagar despesas correntes.

O reajuste salarial dos servidores federais também divide opiniões entre os próprios servidores. Alguns defendem o aumento de 13,5%, alegando que é uma questão de justiça e de valorização do serviço público. Outros, porém, aceitam negociar um percentual menor, desde que haja garantias de que o reajuste será pago e de que não haverá cortes de direitos e benefícios.

A negociação entre o Governo Federal e os servidores públicos pode estar longe um desfecho. Sem reajuste desde o governo Dilma, muitas carreiras viram os rendimentos depreciados nos últimos anos, agora a expectativa é de o novo governo cumpra seu compromisso e recomponha as perdas. Mas para isso terá que se saber de onde tirar o dinheiro.


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