Saiba quais as chaces reais de Janja ser candidata à Presidência da República em 2026

No Brasil de 2023 muito se tem dito sobre um peronismo à brasileira, colocando frente à frente duas primeiras-damas num cenário inédito de disputa pela Presidência da República em 2026. Seria o embate Michele Bolsonaro x Janja Lula da Silva. Michele acaba de assumir a liderança da organização de mulheres do Partido Liberal (PL), com…

No Brasil de 2023 muito se tem dito sobre um peronismo à brasileira, colocando frente à frente duas primeiras-damas num cenário inédito de disputa pela Presidência da República em 2026. Seria o embate Michele Bolsonaro x Janja Lula da Silva.

Michele acaba de assumir a liderança da organização de mulheres do Partido Liberal (PL), com a missão de “viajar o país”. A estratégia tem o DNA de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e reconhecido estrategista político (leia mais aqui).

Já Janja Lula da Silva vem ocupando cada vez mais espaço na cena política brasileira. Ela inclusive já é objeto da pesquisa eleitorais a nível nacional. A primeira-dama do Brasil tem 41% de avaliação positiva (1% melhor que a avaliação do próprio governo), 22% regular e 19% negativa, de acordo com pesquisa da Quaest em parceria com a Genial Investimentos. Entre as mulheres, tem 46% de aprovação, e entre os evangélicos registra 29% de desaprovação. A maioria das pessoas de outras religiões, além da católica e evangélica, aprovam sua atuação (52%).

Mas quais as chances de Janja disputar a Presidência em 2026?

Segundo a legislação eleitoral brasileira, as chances de Janja ser candidata à Presidência em 2026 são de 0%. Exceto no caso excepcional de Lula, seu esposo, não concluir o mandato, quando se abriria uma ampla margem para interpretação política.

A Constituição Federal de 1988 prevê a inelegibilidade por parentesco, nos termos do art. 14, § 7º, que dispõe:

“§ 7º – São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição.”

No caso de Janja, sua única possibilidade de disputar algum cargo eletivo se daria a partir do momento em que Lula não estiver mais no exercício da Presidência.


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