Styvenson Valentim ainda está vivo na política?

Após seus apagados quatro primeiros anos no Senado, Styvenson Valentim (POD) parece que decidiu reagir e agir. Nesta legislatura, foi eleito quarto secretário da mesa do Senado e desde então vem fazendo bom uso da visibilidade que obteve.

O senador Styvenson recentemente ocupou o noticiário com diversas ações. Criticou a suspensão do novo modelo de ensino médio, anunciada pelo Governo Federal. Ele se pronunciou ainda sobre a “insegurança na educação e falta de estabilidade nas políticas públicas”. O senador também acionou a Justiça contra o reajuste do ICMS no RN, e pediu a intervenção das Forças Armadas no estado devido à onda de violência que o afeta.

Durante a campanha ao Governo do Estado em 2022, Valentim perdeu a oportunidade de se firmar como nome da oposição. Fez uma campanha mais que tímida, quase uma anticampanha. Se esperava uma onda espontânea que o levasse para o 2º turno, deve ter entendido que esses fenômenos não são recorrentes.

Agora, o senador de primeiro mandato começa a fazer concessões à política. Ampliou o ritmo das conversas com outras lideranças, começou a busca por uma legenda mais forte e tem se posicionado com mais presença no debate público.

Styvenson Valentim está sendo procurado por seis partidos políticos, segundo reportagem publicada pelo jornal Tribuna do Norte. Já em março, o União Brasil o convidou para se juntar à legenda, e o senador Davi Alcolumbre (UB-AP), que preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado Federal, teve uma conversa com ele. Na última semana de março, Styvenson também se encontrou com o presidente estadual da legenda, o ex-governador e ex-senador José Agripino, para falar sobre soluções para o estado do Rio Grande do Norte. O senador declarou que a conversa foi construtiva e que ouviu muito sobre política e a visão do partido para o estado.

Hoje, o União Brasil seria seu destino mais provável. Mas o partido já conta com o deputado federal Paulinho Freire, pré-candidato à Prefeitura de Natal. Styvenson, nas pesquisas em que foi citado, apareceu à frente de Paulinho, é improvável que queira migrar para ser coadjuvante. Se um entendimento entre Paulinho e Valentim é possível, realmente não sabemos.

Por ora, a incógnita Styvenson Valentim parece no curso de se resolver. Dado como morto, o senador entendeu que é crescer ou morrer. Agora é acompanhar para ver ainda lhe resta tempo para começar a fazer política.