Terraplanismo ganha terreno: Juíza questiona autoria de música de Chico em decisão judicial

“Faz tempo que a gente cultiva a mais linda roseira que há, mas eis que chega a roda-viva e carrega a roseira pra lá”, escreveu certa vez Chico Buarque. Se a roseira for o bom-senso, a roda-viva já levou pra lá esse troço há muito tempo. A juíza Monica Ribeiro Teixeira, do 6º Juizado Especial…

“Faz tempo que a gente cultiva a mais linda roseira que há, mas eis que chega a roda-viva e carrega a roseira pra lá”, escreveu certa vez Chico Buarque. Se a roseira for o bom-senso, a roda-viva já levou pra lá esse troço há muito tempo.

A juíza Monica Ribeiro Teixeira, do 6º Juizado Especial Cível da Comarca da Capital Lagoa, indeferiu o pedido do cantor Chico Buarque, que processa o deputado federal Eduardo Bolsonaro por usar a música ‘Roda Viva’ em uma postagem na internet.

Na sentença, ela afirmou que falta comprovação de que a música é mesmo de Chico Buarque. Além de uma iniciativa descabida, de arrolar argumentos em favor uma das partes, trata-se de ‘descuido’ cultural gigantesco.

Nunca houve nem haverá questionamento sobre a autoria desta obra-prima buarquiana. É um caso tão esdrúxulo, desconcertante, que nos faltam palavras respeitosas. Por isso ficaremos por aqui mesmo no comentário, apenas salientando que é preocupante que o terraplanismo se incorpore desta forma ao arcabouço jurídico nacional.


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