Transporte nas metrópoles: Brasil aposta em carros particulares e Nova York em ônibus gratuito

O crescimento das grandes cidades brasileiras no último século vem gerando renovados problemas no que se refere ao transporte público. Sistemas ineficientes, caros para o usuário final e o trânsito estrangulado – é com isso que vivemos todos os dias. Nossas políticas públicas dão preferência à solução individual, estimulando a venda de veículos. Pouco há…

O crescimento das grandes cidades brasileiras no último século vem gerando renovados problemas no que se refere ao transporte público. Sistemas ineficientes, caros para o usuário final e o trânsito estrangulado – é com isso que vivemos todos os dias.

Nossas políticas públicas dão preferência à solução individual, estimulando a venda de veículos. Pouco há que se possa considerar uma efetiva política pública nacional para o setor.

A cidade de Nova York enfrenta os mesmos problemas, em proporções semelhantes às de São Paulo e Rio de Janeiro. Sua proposta, contudo, vai em outro sentido.

A partir do próximo ano, uma linha de ônibus em cada um dos cinco distritos da cidade se tornará gratuita por um período de dois anos, em um programa piloto implementado pelo governo estadual. A iniciativa foi inspirada por experimentos semelhantes realizados em outras partes dos Estados Unidos, visando incentivar o uso do transporte público.

Lá como aqui, o setor de transporte público ainda enfrenta os impactos da pandemia, e o número de passageiros de ônibus e metrô em todo o país corresponde atualmente a apenas 70% dos níveis pré-pandêmicos. Essa situação contribui para a grave crise financeira enfrentada pela Metropolitan Transportation Authority (MTA), responsável pela operação do transporte público em Nova York. Semelhante ao quadro que enfrentamos em Natal.

A expectativa é de que a abertura das catracas, mesmo que em apenas cinco das mais de 300 linhas de ônibus da cidade, estimule mais pessoas a utilizar esse meio de transporte. A MTA ainda está em processo de seleção das linhas que participarão do programa piloto e analisará os resultados da experiência antes de tomar uma decisão definitiva.

Ao aumentar a demanda e o uso dos ônibus, espera-se também reduzir o tráfego nas ruas e a emissão de gases poluentes, contribuindo para uma cidade mais sustentável e amigável ao meio ambiente.

O programa é piloto. De seus resultados, os governantes locais esperam obter informações que fundamentem novos projetos.


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