Uma semana após governo injetar R$ 800 milhões no setor, Volkswagen anuncia suspensão de contratos de seus trabalhadores

Passou da hora de começarmos a exigir reciprocidade por parte das grandes empresas que são beneficiadas por incentivos públicos. O governo federal injetou R$ 800 milhões no setor automobilístico, para ajudar a esvaziar os estoques das montadoras. A contrapartida de uma das maiores empresas do setor no Brasil foi a suspensão dos contratos de 800…

Passou da hora de começarmos a exigir reciprocidade por parte das grandes empresas que são beneficiadas por incentivos públicos. O governo federal injetou R$ 800 milhões no setor automobilístico, para ajudar a esvaziar os estoques das montadoras. A contrapartida de uma das maiores empresas do setor no Brasil foi a suspensão dos contratos de 800 trabalhadores em sua fábrica em Taubaté.

Ontem (17), a Volkswagen anunciou a suspensão temporária dos contratos de trabalho na sua fábrica em Taubaté, localizada no interior do estado de São Paulo.

Em comunicado, a montadora informou que o layoff terá início em 1º de agosto e deve durar dois meses – a empresa não divulgou os motivos específicos para a adoção dessa medida.

Curiosamente, foi o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté (Sindmetau) quem apareceu para fornecer justificativas. Segundo o Sindmetau, a suspensão dos contratos tem o objetivo de adequar o volume de produção à demanda do mercado.

Em assembleia com os trabalhadores da fábrica na última sexta-feira (14), logo após ser informado sobre o layoff, o presidente do Sindmetau, Claudio Batista, atribuiu a queda nas vendas de veículos novos à alta taxa de juros.

“Infelizmente, a taxa de juros Selic continua em 13,75% e inviabiliza a venda de carros novos, uma vez que dois terços dessas vendas são feitas por meio de financiamento. Com isso, as montadoras têm enfrentado um acúmulo de veículos nos pátios”, afirmou.

A Volkswagen havia anunciado o layoff para junho, mas adiou a medida para o mês seguinte. Após o lançamento de um programa de descontos para carros populares, chegou a afirmar que não suspenderia os contratos dos trabalhadores, mas recuou. Entre 26 de junho e 3 de julho, a fábrica de Taubaté ficou paralisada.


Comments

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *